Agressive: a nova geração do Thrash Metal de Fortaleza
Por Leonardo M. Brauna
Fonte: Agressive
Postado em 10 de setembro de 2013
A nova geração do Thrash Metal cearense está salva. O estado nordestino que sempre revelou grandes nomes para o cenário nacional agora apresenta a mais nova ‘força motriz’ emergente, AGRESSIVE. Constituída pelos jovens Headbangers CAMILO NETO (guitarra), DIEGO BARBOSA (vocal), MATEUS SALES (bateria) e o novo membro (JARDEL REIS) a banda segue como guerreiros no campo de batalha superando o próprio talento. Quem conta as novidades e "curiosidades" sobre o grupo é o líder Camilo, que não economiza nas palavras e, junto dos outros integrantes, serve de exemplo para toda uma geração ‘teen’ que vive sem identidade.
A banda surgiu em meio um ‘revival’ do ‘Heavy Metal’ oitentista, fenômeno este presente não só no Brasil, mas em todo o mundo. O que exatamente os influenciou a fazer um ‘Thrash Metal’ totalmente resgatado daquela época?
Camilo Neto: Cara, no começo nós nos juntamos apenas para tocar alguns covers de bandas favoritas como ‘Sepultura’, ‘DFC’, ‘Dorsal Atlântica’, entre outros. Nesse mesmo tempo tínhamos uns amigos que já tocavam que é a galera da ‘Bad Taste’, eu andava sempre envolvido no meio deles nesse lance de ensaios, bebedeiras e shows - acabou me despertando a idéia de montar uma banda autoral. Aí o Léo (antigo baixista) veio com a letra de ‘Death and chaos...’ e daí pra frente foi só desgraceira Thrash.
Um fato curioso, qual a razão do nome da banda figurar apenas um ‘G’ na escrita?
Camilo: Nós sempre somos interrogados por isso. Na verdade é que nós tínhamos o nome de ‘Enforcer’ e ninguém gostava muito, então um dia quando eu estava curtindo o álbum ‘Massive Aggressive’ do ‘Municipal Waste’, um amigo meu falou: "Ei cara, porque você não coloca o nome da banda de Aggressive?" Aí eu curti muito o nome só que eu já conhecia uma banda chamada ‘Aggressive’ dos nossos hermanos da Colômbia, então resolvi usar ‘Agressive’ apenas pra dar uma diferenciada do tipo, ‘Def Leppard’ que na verdade seria ‘Deaf Leopard’. É um erro proposital no caso.
Apesar de muito jovens em relação a membros de outras bandas, vocês ganharam respeito na cena cearense e isso mostra que talento não tem idade. Como está sendo o retorno do público para a banda?
Camilo: O público sempre nos deu o maior apoio, nossos shows sempre são bem agitados e é o que nos deixa satisfeitos por fazer o que fazemos. A galera daqui gosta de uma diversão violenta e é isso o que nós temos para dar.
Em 2009 vocês lançaram a primeira demo, ‘Death and Chaos...’, este trabalho que contém quatro composições deu à banda mais visibilidade na cena cearense. Quais foram os melhores resultados que vocês colheram a partir daí?
Camilo: Pois é a partir do lançamento da nossa primeira demo as coisas começaram a andar melhor, convite para festivais, tivemos muita aceitação não apenas da galera do Thrash, mas também da galera dos outros estilos, isso pra nós era mais do que ter feito o dever de casa. No começo nunca imaginávamos que iríamos gravar uma demo.
Em 2012 o EP ‘The Legacy Ramains’ foi lançado e sua faixa título ganhou videoclipe tendo como cenário as dependências do GRAB (Grêmio Recreativo do bairro Antonio Bezerra). Como foi trabalhar com a equipe do ‘Arquivo Underground’, produtora do videoclipe?
Camilo: O GRAB era nossa segunda casa, acho que 70% das nossas apresentações foram lá, lugar melhor para gravar o videoclipe não tinha. O lance com a galera do Arquivo Underground sempre foi bom, o Gandhi e o Anderson sempre nos apoiaram, não só a nós, mas também a maioria das bandas daqui, sempre foram muito atenciosos e somos muito gratos a eles. A gravação e a divulgação ficaram tudo por conta deles, o clipe ficou animal do jeito que queríamos mostrar nossa apresentação, bem agitada e repleta de ‘Mosh’ e ‘Circle pit’.
Esse ano vocês dividiram palco com ‘medalhões’ como Darkside, Siege of Hate, Oráculo e Obskure, primeiro no ‘Rock Cordel 2013’ em janeiro, depois nos quinze anos do ForCaos em julho. Acredito que oportunidades como essas contribuíram muito para o amadurecimento da banda.
Camilo: Tocar ao lado de grandes lendas do metal cearense é uma honra, nós só estamos fazendo o que eles faziam há quinze ou vinte anos atrás. A banda tem amadurecido bastante nesses quatro anos (que é quase nada), melhoramos muita coisa, mas ainda tem muito a ser conquistado e muito a amadurecer.
Recentemente o ‘Agressive’ sofreu uma mudança de formação com a saída do baixista Léo. O que ocasionou essa decisão?
Camilo: Nossa última apresentação com a formação original ocorreu no ForCaos – 15 anos. A saída do Léo foi por conta de uns problemas pessoais. Não foi nada demais só tinha que acontecer, ainda nos falamos, temos a mesma amizade de sempre, afinal só temos a agradecer pelo o que ele contribuiu durante esse tempo na banda.
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Jardel Reis já era um nome cogitado para assumir o baixo ou houve uma seletiva?
Camilo: O Jardel já era conhecido nosso e toca pra caralho, assim que houve a saída do Léo eu não pensei em outra pessoa que se encaixaria na vaga a não ser ele. Fiz o convite e ele e aceitou na hora, não houve nada de seletiva. Jardel é um ótimo músico e a banda está seguindo bem com ele, foi uma ótima escolha como já era previsto.
2013 apesar da mudança no ‘line Up’, parece ter sido o ano do Agressive. Para 2014 já existem planos?
Camilo: Sim, 2013 foi um ano muito produtivo para a banda, e para 2014 temos planos... Pretendemos lançar nosso primeiro ‘full length’, que já estamos trabalhando para isto, se não ocorrer nada durante esse tempo 2014 vai ser um ano marcante para a Agressive.
Pra mim foi uma honra ter entrevistá-lo e espero que as conquistas da banda perdurem pelas próximas décadas. Agora deixe um recado para o fã que acompanha o Agressive e muito obrigado!
Camilo: Que é isso cara, a honra foi minha. Queria agradecer pelo convite da entrevista. E pra galera que curte o som da Agressive valeu pela força e vamos botar pra foder! ‘Thrash or Die’.
Contato:
http://www.facebook.com/AgressiveMetal
[email protected]
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