Michael Schenker: Gênio comemora hoje 59 anos de idade
Por Ronaldo Celoto
Fonte: Pessoal
Postado em 10 de janeiro de 2014
Falar de alguém como MICHAEL SCHENKER é simplesmente "chover no molhado". Ao lado de ULI JON ROTH, ele é o expoente definitivo do que viria a ser o metal clássico do futuro. E, um dos guitarristas mais criativos de todos os tempos, diga-se de passagem. Para homenageá-lo na data de hoje, em que ele completa 59 anos de idade (com a proeza de, já aos dezesseis anos, ter gravado o álbum "Lonesome Crow" com o SCORPIONS), resolvi falar de um de seus trabalhos mais energéticos, numa mini-resenha (que na verdade não é uma resenha): o fantástico "Force It" (1975), do grupo UFO.
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É um disco que poderia ser chamado de "ruído silencioso" ou "peso melódico", tamanha a genialidade de seus contrastes. É como imaginar um ataque de aviões ao som de JOHAN SEBASTIAN BACH. Já na primeira faixa, tínhamos "Let It Roll", petardo do rock, com levadas cavalgadistas que influenciaram canções oitentistas como "Where Eagles Dare" e "Phantom Of The Opera" (IRON MAIDEN), "The Oath" (MERCYFUL FATE), "Overture" (DEF LEPPARD), "In My Darkest Hour" (MEGADETH), "Hell Patrol" (JUDAS PRIEST), "You'll Always Walk Alone" (HELLOWEEN). Ou seja, não é preciso dizer mais. A seguir, a alegre "Shoot Shoot", um rock direto, à lá AC/DC e KISS, com refrões pegajosos. A quebrada viria com "High Flyer", uma balada psicodélica que navega na alma imaginária do ouvinte, como se ele estivesse a ler a obra "Fernão Capelo Gaivota", pois o solo de MICHAEL realmente contracena com um vôo em direção à eternidade.
A magnífica "Love Lost Love" dá asas às imaginárias corridas de carros, com um riff também sensacional (difícil deixar de elogiar a qualidade deste guitarrista), que mescla lirismo e agressividade. Parece que estamos numa autoestrada em direção a algum acampamento, todos juntos, amigos em plena adolescência, correndo sem ter pressa de chegar. E então chegamos a "Out In The Street", uma canção com temática urbana...daquelas em que você anda de táxi e saboreia os letreiros e mais letreiros, pede ao motorista para andar e andar, e, fica vendo expressões e rostos pela noite.
MICHAEL, mais uma vez, é espetacular em todas as passagens. "Mother Mary" faz as vezes da música mais pesada, certeira, contracenando com a sua incrível capacidade de fazer riffs, neste caso, lembrando o inconfundível estilo de "Voodoo Chile", de HENDRIX. "Too Much Of Nothing" é a canção mais ‘misteriosa’ do disco...começa com cozinha de bateria, guitarra e voz entusiásticas, refrão denso e triste, mas de repente, emblema uma fusão sequencial de guitarra e bateria intermináveis, como se MICHAEL passasse a palheta sobre as cordas sem que se pudesse ouvir o toque dos dedos (coisa de violinista) e a bateria o acompanhasse sem pressa...imagine um kamikase em plena segunda guerra sabendo que seu fim chegará, mas que resolve aceitar a morte relembrando os doces presságios de seu velho pai...esta é a sensação.
E por fim, "This Kids/Between The Walls" prossegue, matadora, pesada, estilo metralhadora. Já vimos isso em canções dos anos 80 e 90 em quase todas as bandas de Metal melódico que se conheça. Mas estamos falando de MICHAEL SCHENKER.
Enfim, é apenas uma mini-homenagem a um dos maiores guitarristas da história. Infelizmente, não tive tempo de escrever uma biografia digna a respeito de MICHAEL. Mas, deixo-vos como presente quatro canções de seu fantástico DVD/CD acústico, gravado em 1992.
Novamente, querido MICHAEL SCHENKER, receba de todos nós, leitores da Whiplash.Net, um parabéns pelas merecidas 59 primaveras!!!
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