Pantera: a violência sempre presente na relação com seguranças
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 12 de fevereiro de 2014
O texto abaixo é uma tradução de um trecho da autobiografia do baixista REX BROWN [PANTERA, DOWN], no qual ele relata a sempre tumultuosa relação da banda com os agentes de segurança contratados em seu shows, por natureza sempre muito agitados.
O relato, complementado por um dos integrantes do empresariamento da banda, WALTER O’BRIEN, é parte integrante do livro "Official Truth, 101 Proof: The Inside Story of Pantera"
[...]
E eis que durante o show em uma noite enquanto estamos tocando em um local aberto em Buffalo, Nova Iorque, esse cara gigante, cheio de anabolizantes, da segurança, decidiu judiar de um pobre de um moleque que estava tentando passar a barreira do fosso que estava a 3 metros do palco. Ele o tacou no chão, com a cara no concreto, e as mãos nas costas. Daí ele segurou o cara pelo cabelo e começa a empurrar ele, no que Phil percebeu o que está acontecendo e está puto pra cacete.
E daí Phil – que pode arremessar uma bola de futebol americano tão bem quanto Drew Brees – tacou seu microfone na parte de trás da cabeça do segurança, e ele caiu no chão.
De repente, o organizador do show cancela tudo e trancafiaram a coxia inteira de modo que não pudéssemos sair. Phil foi então jogado na cadeia e tudo mais.
Todos dissemos para a polícia, "Peraí, vocês não estão entendendo o que rolou aqui?", mas, claro Phil levou a culpa e custou cinco mil dólares de fiança, tudo por defender um fã que estava sendo espancado. Foi uma loucura. Esse tipo de merda também não era novidade. Chegou ao ponto onde eu via incidentes do palco e só queria tirar a porra do meu baixo e sentar o pau com ele. Eu tinha vontade de dizer praqueles palhaços, "Esses moleques vieram ver a gente, não a vocês, chupa-rola." Não é que esses seguranças sejam donos desses lugares; eles ganham seis dólares por hora para fazer a segurança e acham que é beleza tacar um dos meus fãs na terra porque ele está tentando pular a barricada. Isso era estúpido demais, e simplesmente não tolerávamos.
Phil geralmente controlava a plateia muito bem, mas tínhamos que parar nossos shows POR CAUSA DOS CARAS DA SEGURANÇA, não por causa de nossos fãs.
O resultado disso tudo foi Phil tendo que aparecer diante do juiz um ano depois, devido à audiência ter sido adiada por três vezes, quando ele se desculpou [e declarou-se culpado da acusação de agressão], recebeu uma multa e fora condenado a cumprir algumas horas de serviço comunitário.
WALTER O’BRIEN
Os empresários da banda estavam sempre pisando em ovos quanto ao que Phil poderia fazer. Já havíamos tido um incidente na turnê de ‘Vulgar Display Of Power’ onde eu tive que subornar um cara que só estava querendo fazer um troco fácil num processo porque ele afirmava que Phil o tinha agredido em um show de São Diego. No fim das contas, eu paguei quinhentos dólares que ele pediu para fazer um acordo, apesar se estarmos prontos para pagar CINQUENTA MIL se tivéssemos. Ele então me disse que tudo que ele queria mesmo eram cinco minutos com O Sr. Anselmo, pro que eu respondi, ‘Confie em mim, você não SOBREVIVERIA cinco minutos. ‘ Ele então disse que éramos racistas – apesar de ele depois ter feito insultos raciais contra mim – então quando ele foi comprado por mim, pessoalmente, com um cheque ao portador, eu não resisti e disse, "Você não só é racista, mas também é um burro pra cacete. Eu estava preparado para te pagar cinquenta mil para que isso NÃO fosse parar no fórum."
[...]
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