Raul Seixas: contando sobre tortura durante a ditadura militar

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Empresa Brasil de Comunicação
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RAUL SEIXAS, pioneiro do rock nacional morto há 25 anos, vem recebendo merecidas homenagens no Brasil inteiro.

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O jornalista André Barbosa entrevistou o músico em 1988 pela rádio FM Record de São Paulo (já extinta). O áudio ficou guardado em seu arquivo pessoal até hoje, quando foi cedido à Radio Nacional de Brasília FM. RAUL SEIXAS fala na entrevista sobre a ocasião em que foi questionado sobre seus planos de construir uma sociedade alternativa, sendo mantido preso, torturado por três dias (inclusive com choques em locais que ele chamou de "particulares" e expulso do Brasil, quando foi obrigado a partir para o exílio nos Estados Unidos. Após um ano, com o sucesso do disco Gita, o consulado brasileiro o convidou a voltar. RAUL diz que aceitou o convite. "Tava com muita saudade".

Confira trechos da entrevista abaixo:

"Em 1974, eu estava com a Sociedade Alternativa, essa ideia estrutural, com os parâmetros todos desenvolvidos. (...) Então foi tudo desativado porque eu fui expulso para Nova York. Fiquei um ano exilado do Brasil, sem poder voltar. Eu fui pego na pista do Aterro [do Flamengo, no Rio] quando eu voltava de um show. Um carro do Dops barrou o meu táxi e eu fiquei nu com uma carapuça preta na cabeça. Fui para um lugar, se não me engano, Realengo. Eu sinto que foi por ali, Realengo. Um lugar subterrâneo, que tinha limo. Eu tateava as paredes e tinha limo.

E vinham cinco caras me interrogar. Tinha um bonzinho, um outro bruto que me dava murro, um que dava choque elétrico em lugares particulares e tudo. Eu fiquei três dias lá. Sabe, cada um tinha uma personalidade. Era uma tortura de personalidade. Eu não sabia quem vinha. Só sentia os passos. Eu pensava, era o cara que batia."

Confira a entrevista completa, com o áudio original no site abaixo:
http://www.ebc.com.br/cidadania/2014/08/em-audio-de-1998-rau...




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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