Def Leppard: "é muito difícil vender novas músicas"
Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 22 de setembro de 2014
O frontman do DEF LEPPARD, Joe Elliott, recentemente foi entrevistado pela rádio 105.7 WAPL de Appleton, Wisconsin. Alguns trechos estão transcritos abaixo:
Falando sobre a carreira de mais de três décadas do DEF LEPPARD, Eliott disse: "Nós éramos crianças quando formamos esta banda. Rick Allen [baterista] tinha 15 anos e só 15 anos. Ele se juntou um dia após seu aniversário de 15 anos. E ele ainda está por aí, 35 anos depois."
"Eu vi uma entrevista outro dia com Keith Richards [ROLLING STONES] e ele é só 15 anos mais velho que eu, mas quando éramos garotos, ele tinha o dobro da minha idade, o que é bem estranho."
"Mas sim, tivemos uma boa carreira, e ainda estamos com uma boa carreira. Essa turnê que acabamos de fazer com o KISS foi uma das maiores turnês do verão. Quero dizer, os fãs estavam incríveis de ambas as bandas. E ela pode continuar, porque isso nos deu novas energias, como indivíduos e como uma banda, isso acontece quando você tem tanta resposta da audiência, com tivemos nesses 42 shows."
"Obviamente nós temos muito respeitos por ambas as bandas e pelo catálogo passado de música que ambos fizemos, e podermos ainda fazer isso e ao mesmo tempo fazer um novo álbum, isso nos mantém frescos... Porque eu acredito que todos percebemos que nessa época é muito difícil vender novas músicas para qualquer artista ou banda – ninguém realmente quer se envolver com novas músicas e é tudo sobre a nostalgia. Isso nos mantém atualizados, se nós não pudermos fazer nada novo e nos tornarmos uma banda que só toca as músicas antigas e nada além das músicas antigas, isso vai começar a ficar um pouco batido. E por mais estejamos conscientes do nosso ecossistema, claro, nós nunca vos fazer um show sem ‘Photograph’ ou sem ‘Pour Some Sugar’, a não ser que tenha uma razão específica, como um clube onde estejamos tocando um álbum na íntegra para somente 400 fãs. Em uma turnê padrão, sempre vamos tocar esses hits, porque é isso que as pessoas querem, mas ao mesmo tempo, eu acho que a plateia sempre vai lhe favorecer se tiverem uma ou duas músicas novas, porque isso ajuda a manter o artista vivo – um sopro de ar fresco no sistema, e isso precisa ser feito de vez em quando."
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