Arandu Arakuaa: metal indígena com letras em tupi

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Por Maurício Dehò, Fonte: UOL Música
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As portas foram abertas pelo Sepultura, que adentrou a cultura indígena com "Kaiowas" e "Itsári", nos álbums Chaos AD e Roots. E passadas quase duas décadas, uma banda de Brasília é quem aproveitou para se embrenhar no tema: o Arandu Arakuaa. Com um EP e um álbum lançados, o grupo se destaca pelas letras em tupi e pela influência também no som, com viola, cânticos e percussão usadas em tribos.

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Em entrevista ao site UOL, o guitarrista e fundador Zândhio Aquino contou a história do grupo, e explicou de onde veio a ideia de fazer do tema indígena o principal foco do Arandu Arakuaa, das letras à música, da pintura corporal nos shows às artes de seus lançamentos.

"Nasci e morei até os 24 anos de idade ao lado da terra indígena Xerente, em Tocantins. Cresci tendo contato com música indígena e a música tradicional brasileira (baião, catira, cantigas de roda, vaquejada...)", conta Zhândio. "O rock só entrou em minha vida na adolescência. Mais tarde, ao tentar tocar algo, apareceram todas essas referências", explicou o guitarrista.

"A escolha do tupi para o primeiro álbum tem mais a ver com sua importância na formação da nação brasileira, mas poderia ter sido outra língua indígena do Brasil; a musicalidade e divulgar as culturas indígenas do país são o mais importante", explicou ele. "Material de estudo (sobre tupi) ainda é difícil, só há uma gramática no mercado. Os povos indígenas têm a cultura da língua oral, e são poucos os trabalhos relacionados às línguas indígenas, que geralmente são feitos não por índios, mas por missionários religiosos. O tupi é o caso mais clássico."

A banda já tem na praça o álbum Kó Yby Oré e trabalha nas composições de um segundo disco. Para Zândhio, será uma chance de ousar ainda mais e integrar cada vez mais influências ao "Metal Indígena" do quinteto.




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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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