Mick Wall: "O Black Sabbath não inventou nada, não é pai de nada"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Comentários  | 

O site BIG MUSIC GEEK entrevistou recentemente o lendário e icônico jornalista bretão MICK WALL, decano do jornalismo dedicado ao heavy metal no UK e no mundo, e, dentre vários temas abordados, um de seus mais recentes livros, uma biografia do BLACK SABATH – de quem Wall é amigo de longa data – e sua percepção um pouco inusitada sobre o legado musical do grupo.

4779 acessosRock e Metal: dez canções clássicas que citam Jesus Cristo5000 acessosQue comece o mimimi: 101 discos essenciais de rock

Abaixo, um trecho traduzido da conversa.

Todd: O que fez desse exato momento o certo para lançar [o livro] “Black Sabbath: Symptom Of The Universe”? Com histórias dos dois lados remetendo até os dias de “Heaven And Hell” [1980], eu imaginava que isso já tivesse sido lançado antes…


Mick: Porque eles estão em muita evidência de novo. Parece que eles finalmente chegaram a esse estágio onde, eu não acho que ninguém nunca sabe o que vem a seguir com o Black Sabbath, mas eu sinto de fato que, de certo modo, eles já completaram o ciclo. O fato de que eles fizeram aquele álbum com [o produtor] Rick Rubin e ele foi tão bem-sucedido, e a formação original ter gravado um novo álbum, exceto por Bill Ward, claro, mas essencialmente voltarem àquele som original, pareceu o momento apropriado para dizer, ‘Na real, qual é a história aqui’? Porque à medida que o livro desvia de seu curso para explicar, no começo, que eu cresci com o Black Sabbath, e acredite, eles eram uma das bandas mais atacadas do mundo. Eu acho que eram eles e o Grand Funk Railroad que eram considerados o que hoje em dia chamamos de stoner music, mas, naquele tempo, era como se você tivesse que estar louco sequer para sentir o que eles estavam fazendo. Eles eram bastante ridicularizados e agora todo mundo sempre diz, ‘Bem, eles criaram o Heavy Metal. Eles são os pais do Doom, Sludge, Stoner Rock e Thrash Metal. Todas as estradas levam ao Black Sabbath’. Nada disso é verdade. Eles eram uma excelente banda em seu auge, mas eles não são os pais de nada.

Todd: Além do grosso de todas as suas experiências com o grupo, o que lhe leva a se sentir de modo tão diferente a respeito deles? Ouvir dizer alguém tão próximo a eles fazer declarações tão ousadas é bastante diferente…


Mick: Eu acho que as pessoas que dizem isso são as que não viveram nos anos 70. Tal como explico no livro, o Sabbath costumava se chapar enquanto ouvia ao primeiro disco do Led Zeppelin. Eles queriam ser como Jimi Hendrix e eles queriam ser como o Cream. Geezer Butler idolatrava a [o baixista e vocalista do Cream] Jack Bruce. Eles não foram os primeiros de nada, eles só foram os últimos. Em parte, por causa daquela condição marginal, a música que eles expressavam naquele tempo e toda aquela postura deles, eu acho que, hoje em dia, pode-se dizer que eles passavam essa postura marginal, deslocada. Até mesmo os outros músicos achavam que eles eram uns idiotas. Eles não eram de Londres e eles não faziam parte da cena. Eu estou tentando pensar qual seria o cenário equivalente nos EUA. Costumava-se dizer que Birmingham era meio como Seattle, muito chuvosa e sombria, mas Seattle não é mais assim, e claro, tem muita banda boa lá. Era como se eles fossem do coração do Centro-Oeste, aquele tipo de viagem. Eles não eram considerados com nenhum valor, de jeito nenhum, quando eles estavam fazendo seu melhor material musical. Para mim, é meio que risível que esses moleques de hoje em dia que não eram nem nascidos quando aqueles álbuns estavam sendo lançados, de bandas que surgiram quando eles não eram sequer nascidos, agora estejam dizendo, ‘Oh, eles inventaram a parada’. Não, eles não inventaram. Eles não inventaram nada… eles apenas criaram a si próprios, e isso já é mais do que o bastante. […]

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

5000 acessosQuer ficar atualizado? Siga no Facebook, Twitter, G+, Newsletter, etc

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+Compartilhar no WhatsApp

Rock e MetalRock e Metal
Dez canções clássicas que citam Jesus Cristo

480 acessosHeavy Lero: Black Sabbath na edição #100, por Gastão e Clemente835 acessosBlack Sabbath: vídeo raro do Bilzen Pop Fest no canal oficial1852 acessosBlack Sabbath: Quer relaxar ao som da banda? Então ouça este mix0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Black Sabbath"

Top 5Top 5
Os roqueiros mais chatos da história

Black SabbathBlack Sabbath
Ian Gillan relembra o clássico "Born Again"

Vanusa e Black SabbathVanusa e Black Sabbath
A notável coincidência nos riffs

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 12 de maio de 2015
Post de 15 de maio de 2015

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Black Sabbath"

Que comece o mimimiQue comece o mimimi
101 discos essenciais de rock

SlayerSlayer
Quando o católico pai de Tom Araya descobriu que a banda era satanista

TatuagensTatuagens
Homenagens à banda Nightwish e Tarja na pele dos fãs

5000 acessosBruce Dickinson: "Não entrei na música para pegar mulher"5000 acessosDave Grohl: "foi o melhor desastre da história da banda"5000 acessosBon Jovi: chocando companheiros de banda com confissão5000 acessos"Anselmo, o rei da mentira", diz namorada de Dime5000 acessosCorey Taylor: Ele bebeu o próprio vômito na frente de Marilyn Manson5000 acessosGuns N' Roses: Tudo o que não lhe dizem sobre a reunião desde 2008

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online