André Forastieri: por que os brasileiros não gostam mais de rock?
Por Nino Lee Rocker
Fonte: garimpeirodasgalaxias.blogspot
Postado em 16 de junho de 2015
Sempre conturbador como Regis Tadeu, o jornalista André Forastieri é mais um que busca por criar assuntos polêmicos. Dessa vez o alvo foi o rock nacional, especificamente aquele que durante as décadas de 70, 80 e 90 foi verdadeiro fenômeno. Hoje se você pegar a lista das músicas mais tocadas no Brasil em um ano, entre os 100 colocados apenas uma delas pode ser classificada como rock (bom, pelo menos, um pouco perto disso) que é o SKANK, em 80º lugar, o resto é o mais absurdo lixo que se possa imaginar. A posição de Forastieri sobre essa realidade é bem interessante.
"Os jovens brasileiros não gostam mais de rock porque o rock brasileiro sempre foi meio MPB, mais dependente da sofisticação literária e da relevância ideológica do que suas contrapartes anglófonas, sempre foi prioritariamente produzido e consumido pela classe média de escola particular, e este grupo perdeu o protagonismo histórico que possuía, político, cultural e econômico (foi espremido entre a ascensão massiva das ágrafas classes C e D, cuja experiência musical fundamental é a celebração coletiva da vida melhor, pululante e ao vivo, e a decolagem de uma superclasse de super-ricos acríticos cuja expressão cultural se dá por meio do consumo e do exibicionismo, e que vai tomar champanhe nos espaços VIPs dos megafestivais como quem vai a Aspen ou Nova York), donde o que se chama hoje de rock brasileiro pouco varia entre as ruínas emo-tatuadas do esquemão jabá-gravadora-Faustão e os indies dependentes, seja de patrocínio estatal, do circuito publicitário-Sesc ou de um cooperativismo anarco-grilo, e nem uns nem outros se conectam espiritualmente com nossa juventude, porque os jovens que tradicionalmente se apaixonariam pelo ideal platônico do Rock - provocação 360 graus - vomitam o rock de hoje, porque teen precocemente senil, banguela e broxa, e fogem para onde está a ação, seja em movimentos como o Occupy, no rap mal- encarado e no funk boca-suja, correndo atrás do dindin ou simplesmente boquejando infinitamente nas redes sociais; bandas boas sempre existiram e existem, as exceções comprovam a regra; o rock brasileiro não é contra nem a favor de nada, e por isso não é."
A matéria completa pode ser lida no link a seguir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Dick Parry, saxofonista que fez história com o Pink Floyd, morre aos 83 anos
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
O hit "proibido para os dias de hoje" que dominou os anos 80 e voltou sem fazer alarde
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
O dia em que Lady Gaga foi a show do Iron Maiden "quase sem roupa"
As 10 piores músicas do Slipknot, de acordo com a Louder Sound
O músico que tocava demais e por isso foi cortado de álbum de Roger Waters
Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
Twisted Sister: segundo Dee, "ser pobre e famoso é uma merda"
Cranberries: A triste história da letra de "Zombie"
Metallica: sobre o que fala "For Whom The Bell Tolls"
A banda Slipknot é satânica? O que diz Corey Taylor?
Monsters Of Rock 2015: conheça a loira que "deu um show" com o Steel Panther
A banda de rock em que Caetano Veloso apostou: "Ninguém conhecia e eu falava na imprensa"


