This Lonely Crowd: press-release do álbum Meraki
Por Tom Mariah
Fonte: Sinewave
Postado em 28 de outubro de 2015
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Com cinco anos de existência, a banda curitibana This Lonely Crowd tem muitas histórias para contar. Literalmente falando, a banda que se autodenomina faerie rock conta com quatro álbuns completos, mais três EPs e uma coletânea de b-sides. É uma soma de narrativas que com o passar do tempo foram encontrando ecos orquestrados em pedais, ruídos e texturas. Influenciados pela ficção literária, durante muito tempo a banda exprimia suas referências em letras baseadas em poesia e literatura, cantadas ou sussurradas por vozes de personagens de histórias fantásticas – que podem ter sua identidade mudada com o passar do tempo – que manejam os instrumentos que completam a narrativa.
"Meraki" é uma palavra que vem do grego e significa "fazer algo com a alma, com amor". E o novo álbum do This Lonely Crowd, lançado em outubro de 2015 pelo selo paulista Sinewave, é formado por uma série de aforismos sobre o processo de trabalho entre a alma e a infinitude dos sentimentos que envolvem o amor. O álbum começa com "Forelsket", que em norueguês é algo como "ter um sentimento quando se está prestes a se apaixonar", que dá o tom para os próximos quase 45 minutos em que o amor é construído e desconstruído em cada faixa. "Sophrosyne", por exemplo, tem apenas 50 segundos e derruba qualquer conceito de bom senso que possa conotar, é a hora de virar o disco e adentrar de vez a floresta proposta na capa do álbum.
A direção de arte de Meraki é mais uma vez trabalho do designer gráfico Julian Fisch, que dialoga com os sentimentos da banda desde o primeiro álbum, Some Kind of Pareidolia (2011). A terceira faixa de Meraki pode ser encarada como a que introduz a importância do trabalho de Fisch, cuja fotografia dialoga com o simulacro de emoções proposto pelo álbum. "Liquid Forest" é uma das faixas mais post-rock, repleta de nuances e viagens que fazem o ouvinte se ambientar na floresta cheia de mistérios e das mágicas produzidas entre o amor e a alma.
O amor não seria o cuidado, a soma ou mesmo a fusão? É nesse estágio que o This Lonely Crowd chegou com Meraki. As influências que podem variar do death metal ao shoegaze, passeando pelo post-rock e a música instrumental, sem contar a infinidade de referências literárias que ganham alma através da sonoridade da banda, estão expostas em todas as faixas desse recente trabalho. Abandonando os vocais – que já estavam desaparecendo gradativamente com o passar de cada álbum, surgindo apenas em forma de sussurros – a banda aposta no peso e na narrativa que se orienta pelas texturas musicais e parecem muito confortáveis com isso.
Meraki foi masterizado no The Atomic Garden Recording Studio pelo produtor Jack Shirley, conhecido por seu trabalho com as bandas Deafheaven e Whirr. O disco é mais um livro na biblioteca de babel do This Lonely Crowd, que assim como no conto de Borges, amplia suas estantes conforme o leitor/ouvinte percorre seus corredores infinitos.
Adentre os portões dourados de Meraki e seja seduzido pelas duas faces do resultado da união entre o amor e alma.
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