Reviews: os novos do Thrice, Katatonia, Kvelertak, Grand Magus e DevilDriver
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 06 de junho de 2016
Uma passada rápida e direto ao ponto, com breves análises sobre alguns discos que foram lançados nas últimas semanas. Nos comentários, você está convidado a também dar a sua opinião sobre os álbuns analisados neste post, compartilhando as suas impressões com a gente.
Thrice - To Be Everywhere is to Be Nowhere
Nono álbum do Thrice, e provavelmente o trabalho mais maduro da banda norte-americana. Os cinco anos que separam "To Be Everywhere is to Be Nowhere" de seu antecessor, "Major/Minor" (2011), mostram-se refletidos com clareza nas onze faixas. Boas melodias, um certo ar contemplativo e melancólico onipresente e a sempre agradável sonoridade que caminha no limiar entre o metal, hard, prog e umas pitadinhas de leve no rock alternativo, com variações de dinâmica sempre muito interessantes. Um disco agradabilíssimo, mais uma vez, e que deve agradar em cheio quem está curtindo as novas experiências sonoras do Opeth, por exemplo.
Katatonia - The Fall of Hearts
A banda sueca retorna com o seu décimo álbum, quatro anos depois de "Dead End Kings" (2012). E o disco dá mais um passo em direção ao rock progressivo, com o Katatonia mergulhando de maneira definitiva no gênero. O trabalho mostra a sensibilidade tocante dos músicos em composições invariavelmente muito bonitas, que deixam o peso de lado e são construídas através de camadas e arranjos muito bem pensados. A excelente produção, assinada pela dupla Jonas Renkse e Anders Nyström (vocal e guitarra, respectivamente), evidencia ainda mais a qualidade de "The Fall of Hearts". O resultado é um disco adulto e maduro, que demonstra com clareza o atual momento vivido pelo Katatonia.
Kvelertak - Nattesferd
Uma das maiores forças surgidas nos últimos anos no cenário heavy metal, a banda norueguesa Kvelertak segue fazendo bonito em seu novo disco. "Nattesferd", terceiro trabalho dos caras, traz mais uma vez aquela sonoridade que une metal, black, death e punk em um mesmo caldeirão, resultando em uma pancadaria viciante. Estão aqui os riffs de guitarra cíclicos típicos do black metal norueguês, a violência e agressividade do punk, a acessibilidade do hard e a energia e peso do metal, em uma alquimia mais uma vez perfeita. Excelente!
Grand Magus - Sword Songs
Tendo como figura central o vocalista e guitarrista Janne Christoffersson, ex-Spiritual Beggars, o Grand Magus deixou de lado o stoner metal de seus discos iniciais e resolveu se transformar em uma banda de metal tradicional. Esse processo teve início em "The Hunt", sexto disco da banda, lançado em 2012, foi intensificado em "Triumph and Power" (2014) e tem o seu novo capítulo em "Sword Songs", lançado no último 13 de maio pela Nuclear Blast. A principal qualidade de JB é saber dosar com sabedoria o seu passado stoner com a sonoridade atual da banda, resultando em um metal tradicional contagiante e que, apesar de utilizar os clichês do estilo, consegue não soar gratuito e nem exagerado em nenhum momento. Pegue a sua espada, vista a sua armadura e aumente o volume! (ah, e ainda tem uma versão bem legal para a clássica "Stormbringer", do Deep Purple, como faixa bônus).
DevilDriver - Trust No One
Uma das bandas mais emblemáticas do groove metal retorna com um CD um tanto repetitivo, que de modo geral não acrescenta muita coisa à carreira do grupo e à evolução do próprio estilo. "Trust No One" é o sétimo disco do DevilDriver e foi produzido por Mark Lewis (Chimaira, Trivium, Job for a Cowboy). O álbum é o sucessor de "Winter Kills" (2013) e o primeiro trabalho da banda sem o guitarrista Jeff Kendrick e o baterista John Boecklin, substituídos por Neal Tiemann e Austin D’Amond. O trabalho marca também a estreia de Diego Ibarra, ex-Static-X, no baixo. Ainda que soem agressivas, as dez faixas não apresentam grandes atrativos e mostram a banda em sua zona de conforto, apenas repetindo ideias já exploradas em discos anteriores. Mesmo que possa (e é bem provável que deva) agradar aos fãs, "Trust No One" é um disco apenas regular e que, de modo geral, não diz muito a que veio.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Rainbow de todos os tempos, segundo Ritchie Blackmore
5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
O álbum dos anos 70 que Axl Rose colocou entre os maiores da história do rock
A opinião do lendário Ronnie James Dio sobre o AC/DC
Como foi gravar músicas do Rainbow com o Dio, segundo James Hetfield do Metallica
O hit que Gene Simmons considera o auge do hard rock: "Não existe nada melhor"
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
O disco que Roger Waters diz ter acabado com o Pink Floyd de uma vez por todas
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
O disco dos anos oitenta que fez o Rush perder fãs e deixou Alex Lifeson insatisfeito
A música do Led Zeppelin que Jimmy Page se recusou a tocar ao vivo
5 músicas de metal que seriam completamente diferentes sem um único detalhe
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O integrante que Jimmy Page responsabiliza pelos plágios do Led Zeppelin: "A culpa é dele!"
Por que Sepultura é maior que o Angra lá fora, segundo Bruno Sutter
O hit dos Engenheiros do Hawaii que disputou primeiro lugar com "Faroeste Caboclo"
Andreas Kisser diz que problema do heavy metal era droga e hoje em dia é a depressão

Fotos de Infância: Evanescence
Classic Rock divulga lista das 50 maiores bandas de Rock de todos os tempos
"O fim de nossa carreira está próximo", diz Steve Harris, líder do Iron Maiden
Regis Tadeu: a tsunami de lixo musical da atual música brasileira



