Salems Lott: X-Japan, fritação na guitarra e transtornos diversos
Por Willba Dissidente
Fonte: Rock Dissidente
Postado em 11 de outubro de 2016
Você conhece nomes recentes do Metal como LIPZ, FATAL SMILE e LYNAM? Quem sabe uns antigos como KRANK, HALLOWEEN (de Detroit), FLATBACKER, HAWK e AXATAK? O que todos esses grupos tem em comum é um gênero muito peculiar de chamado Dark Glam. Já falamos dele anteriormente no Whiplash, dessa ceara definida visualmente pelo HARD 'N' HEAVY misturado à estilos mórbidos e sombrios, com som indo do Sleazy ao Speed / Thrash e letras com temáticas igualmente mórbidas, bizarras e agressivas; com muito sangue e teatro no palco. Embora tenha representantes no mundo todo, o estilo só deu certo mesmo no Japão, que no começo da década de 1990 se popularizou e continuou a evoluir passando a se chamar VISUAL KEI.
No novo milênio, novas bandas voltaram ao estilo, e uma das principais promessas da nova / velha cena vem de Los Angeles no virtuoso quarteto SALEMS LOTT.
Acima, Wade, Monroe, Jeff e Tony: baixo, guitarras e bateria do SALEMS LOTT. Foto: Divulgação.
Formada em 2013 por um quarteto adepto do Shred, o SALEMS LOTT lançou logo em 2015 seu auto-intitulado EP pela Rêd Moon Records. Com duas faixas instrumentais e cinco músicas indo da pancadaria ao Hard Rock trevoso (que geraram um par de clipes), o Rock Dissidente conversou com o baterista Toninho Cadáver que explicou curiosidades diversas do grupo, suas opiniões sobre a cena underground (Dark Glam e geral) e com muita espontaneidade e humor negro desfez polêmicas (como a do nazismo) e falou do futuro do grupo.
Acompanhe um pedaço abaixo abaixo, se não tiver medo de polêmicas, visual vampiresco, explosões ou que sangue suje sua maquiagem!
Rock Dissidente: Parece haver uma maldição que paira sobre todos os grupos do Dark Glam, que após uma demo, um EP, ou um disco completo, as bandas deixam de usar o sangue, pentagramas, maquiagem etc? Exemplos são inúmeros. O MÖTLEY CRÜE se tornou muito mais famoso após deixar o visual e temas de "Shout at the Devil'. Vocês se sentem pressionados por isso?
Tony F. Corpse: Nosso plano é continuar evoluindo, mas se manter muito teatral e chocante. Diversidade musical e visual, mas deixar que as formas temáticas do show / performance sejam prejudicadas. Devemos nos desenvolver para evoluir e vice e versa. Tudo que é sólido desmancha no ar, mas nós prometemos continuar a utilizar elementos e artísticos e de transtorno de personalidade (histriônicos).
Rock Dissidente: O Dark Glam é um gênero que musicalmente vai desde o Sleaze, a quase o Metal Extremo, passando pelo Hard Rock, Heavy Metal etc. Todavia, poucas bandas fora do japão colocaram tantos estilos no mesmo disco, como vocês fizeram em seu EP. A audiência tem percebido essa intenção e inspiração em X-JAPAN e outros?
Tony F. Corpse: Há, sem dúvidas, uma enorme influência japonesa. Nós nunca negaremos o X-JAPAN, todavia, ser multidimensional musicalmente é extremamente crucial para o que fazemos com o SALEMS LOTT. Nosso ful lenght vai surpreender muitos humanos. Ele será calçado todo em emoções e texturas diferentes. Tudo entra, desde a violência Thrash à baladas lindamente compostas, com hinos para socar o ar e até tendências experimentais. Uma ampla gama de destreza nas composições será orgulhosamente apresentada.
Rock Dissidente: Algumas bandas japonesas, como ROMMEL, ROSENFELD, MEIN KAMPF, tiveram sua imagem associado ao nazismo. Vocês tem uma música chamada S.S., ainda que signifique "Sonic Shock", e usam faixas vermelhas nos braços. Algo semelhante aconteceu com vocês?
Tony F. Corpse: Às vezes, sim. Ainda que de maneira alguma sejamos racistas, nós acreditamos que algumas idéias do Hitler tiveram mérito; por exemplo a eugenia ou o sofrimento para criar os Übermensch (homens superiores). Afora essas ideias, nós não fazemos parte dessa linha de pensamento.
A entrevista, intitulada "Salems Lott: fritação guitarrística de pura complexidade sobrenatural para as massas!" pode ser lida na integra no link a seguir.
http://rockdissidente.blogspot.com.br/2016/10/salems-lott.html
SALEMS LOTT:
Monroe Black - Vocal principal e guitarra.
Jeff Black - Fritação nas guitarras e voz secundária.
Kay Wad - Baixo principal e voz terceária.
Tony F. Corpse - Bateria e interlocutor de entrevistas.
Discografia
Salems Lott (Ep, cd, 2015).
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