Dharma: Segundo CD nas principais plataformas digitais
Por Telma Elita
Fonte: Assessoria Dharma
Postado em 05 de outubro de 2016
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Os integrantes da primeira banda de Jonh Lennon, a Quarrymen, eram colegas de classe, da escola Quarry Bank, na cidade de Liverpool. Somente anos depois viriam os Beatles. Os primeiros passos na trilha do rock quase sempre começam assim, movidos à amizade e ao gosto pela música. No início dos anos 2000, em Maceió, amigos se reuniram em torno de composições, passaram a tocar juntos. Os ensaios, cada vez mais frequentes, deram origem à banda Dharma.
Depois de um hiato de mais de dez anos, o grupo volta à cena, com um disco, A Cor do Céu Mudou. Se antes se definiam como rock alternativo, grunge, hoje preferem dizer que são rock. A atual formação traz Gustavo Guri, que divide os vocais e guitarras com Marcinkus Bandeira, Ricardo Aquino (baixo) e Wendell Lima (bateria).
A Cor do Céu Mudou, lançado há poucos dias nas principais plataformas digitais, apresenta onze canções autorais e mais duas faixas bônus acústicas. Foi produzido ao longo de quase um ano, na capital alagoana, com a participação dos músicos Bruno Tenório (violino), Dinho Zampier (piano/teclados) e Miran Abs (violoncelo).
A seguir, uma conversa com Gustavo Guri, vocalista e compositor no grupo. As músicas estão todas disponíveis no site bandadharma.com.br.
Conta um pouco da história do grupo.
Gustavo Guri - A banda nasceu no inicio dos anos 2000. Eu tinha algumas composições muito simples engavetadas, algumas com apenas duas notas, e não tinha muita coragem de mostrá-las. A ideia de começar uma banda foi se fortalecendo e acabei mostrando essas composições para alguns amigos que tinham uma grande afinidade musical e que mais tarde fundariam a banda Dharma. O nome Dharma foi sugerido pelo Marcinkus e acatado meio que de forma unânime e instantânea por todos. Ele trazia o tom sério e universal que queríamos. Até aquele momento, só tínhamos nomes engraçados, como "Asquelmintos Velejantes" ou "Strez".
Vocês chegaram a lançar um primeiro CD. Depois houve um intervalo de anos. Como se deu o retorno do grupo?
Em fevereiro do ano passado, no aniversário do Marcinkus, nós tiramos um som, relembramos algumas músicas. Ali surgiu a ideia de marcarmos um ensaio. A princípio, seria algo totalmente despretensioso, mas creio que com a quantidade de músicas novas e a necessidade de criação acumuladas, um projeto mais profissional tomou forma. A troca de informações e o processo criativo foi intenso neste retorno. Precisávamos gravar um novo disco.
Você participou da composição de todas as músicas. Como é o processo de criação?
O núcleo de composição da banda se situa entre eu e o Marcinkus. Nós trocamos muitas ideias. Às vezes um cria um verso e o outro faz o refrão, um cria uma intro e o outro produz uma ponte. Não existe uma fórmula definida, mas parece haver uma química muito bacana, acredito que por termos tido uma "formação musical" muito parecida. Mesmo a banda tendo um núcleo de composição, nós gostamos muito quando os demais membros participam. O Ricardo, por exemplo, em Humanoides, durante o processo de produção, disse que sempre que ouvia o refrão (ainda sem letra), entendia: "Não vê que o céu mudou...". Então desenvolvi toda a ideia da letra ao redor dessa frase. E acho que o resultado ficou interessante. Outro exemplo bacana é o da minha esposa que escreveu a letra de O Surto. Eu achava a melodia muito bacana, mas não conseguia encaixar uma letra interessante, foi aí que ela pegou um papel e escreveu toda a letra em questão de minutos. A letra foi baseada na história de um amigo em comum. Depois das composições estruturadas e com letras, é hora de ir pro estúdio pra cada um desenvolver os arranjos, outra parte muito importante no processo.
Como você definiria o som da Dharma?
Antigamente, a gente definia como rock alternativo, grunge, mas acredito que hoje somente rock define muito bem o que nós tocamos. Acredito que depois de todos esses anos haja uma identidade muito forte nas composições e no estilo. O nosso objetivo é ser uma banda de rock nacional com identidade própria.
Quais são as influências musicais?
No início, nós ouvíamos muito as bandas do grunge, pós-grunge, neo-metal e rock alternativo. Também sempre curtimos muito o rock inglês. Hoje a banda não se atém a esses estilos. Eu mesmo ouço muito jazz e blues, algumas bandas de metal mais modernas. Cada membro tem os seus gostos particulares, como o baterista que curte muito hardcore e punk rock. Acho essa mistura muito importante.
E por que A Cor do Céu Mudou como título desse segundo disco?
Achamos que essa frase representa a nova fase da banda. Sempre que a cor do céu muda indica que o ambiente mudou e o tempo passou. É exatamente isso que queremos passar com essa frase, uma nova fase, um novo ambiente, um novo clima. O título do álbum indica também que, mesmo que a cor do céu mude, nós precisamos nos adaptar, precisamos nos tornar melhores para enfrentar o presente, pois o tempo sempre vai passar, para todos nós. Esse é o significado da frase em Humanoides, onde existe uma reflexão sobre o fanatismo que cega e não deixa as pessoas se adaptarem ao novo mundo.
O CD foi lançado em plataformas digitais - iTunes, Deezer, Spotify, entre outras. Será o meio exclusivo?
Não. Estamos em fase final de negociação com a fábrica e acreditamos que até o final de outubro vamos ter mil cópias físicas.
Site:
www.bandadharma.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Nicko McBrain fala sobre rumores de aposentadoria de Dave Murray
Loudwire lista 45 nomes que mereciam uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
O guitarrista que Hetfield disse ter sido uma bênção conhecer: "nos inspiramos um ao outro"
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
"Eu acreditei que ia rolar": o dia que Regis Tadeu comprou Jéssica Falchi no Mastodon
Anthrax toca trecho de música nova durante show no Canadá
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor do que "Bohemian Rhapsody"
Rob Halford: 11 coisas que você não sabia sobre ele
Andreas Kisser: sim, Johnny Depp sabe tocar guitarra



O significado de "estátuas e cofres e paredes pintadas" na letra de "Pais e Filhos" da Legião
Bandas nacionais de rock dos Anos 80 que o tempo esqueceu
O que significa "O Verme Passeia na Lua Cheia" do Secos e Molhados
Max Cavalera: "Deveríamos ter demitido aqueles dois e mantido o nome"
Sexo e rock n' roll; banda grava e vende pornô para bancar despesas
Dream Theater: os segredos do álbum Octavarium



