"Estamos apavorados com o fim da banda", diz Ian Paice, do Deep Purple
Por Bruce William
Fonte: Blabbermouth
Postado em 25 de fevereiro de 2017
Durante conversa com a Rock Antenne, o baterista Ian Paice e o baixista Roger Glover falaram sobre a turnê "The Long Goodbye" do Deep Purple, que deve ser a última da banda.
"Se Roger e Ian conseguirão viver um sem o outro":
Ian: "Bem, conseguiremos sim, mas será emocionalmente complicado por termos estado próximos a maior parte de nossas vidas. É bizarro imaginar que num futuro próximo não estaremos excursionando mais juntos. Mas no fim das contas, somos músicos. Ele (Roger) é compositor, mesmo se o Purple decidir que é hora de pendurar as chuteiros, vou parar de tocar bateria? Não. Ele vai parar de compor? Não. George Harrison (Beatles) fez um álbum maravilhoso chamado 'All Things Must Pass' (Tudo deve passar). E a palavra chave é 'deve'. Você não gostaria que acontecesse, mas é a realidade do mundo em que vivemos".
Roger: "Pessoalmente, é o começo do adeus, eu acho. Não sabemos o que vai acontecer. Acho que podemos gravar um novo álbum".
Ian: "Penso isto também".
Roger: "Mas, vamos ver. Levamos dois ou três anos para gravar nossos álbuns, e às vezes até um pouco mais. Tenho 71 hoje, terei 75 quando lançarmos um novo disco, talvez 74... não sei. Este é o ponto, o fato da gente não saber. 'InFinite' e 'The Long Goodbye Tour' estão aí pra você interpretar como quiser, mas não estamos dizendo que é definitivamente o fim".
Ian: "A música é infinita. A música é imortal. É um registro que documenta o momento da mesma maneira que você vê quando vai a um museu e se depara com algo de 300 anos atrás. Está ali pra sempre, é infinita. Há várias maneiras de você pensar sobre a palavra e debater seu sentido, mas infelizmente, a humanidade não é infinita".
"Se Ian e Roger temem envelhecer":
Ian: "Não, tememos o fim do Deep Purple".
Roger: "É uma família. Não apenas uma família. É um destino. Compartilharmos este lado de nossas vidas por muito tempo. Não consigo imaginar como será a vida sem o Deep Purple. Isto nos proporciona não apenas o nosso sustento, mas também duas vidas. A vida na estrada e a vida em casa com a família".
Ian: "E ambas são necessárias. Se você está na estrada e fica cansado daquilo, sabe que pode voltar pra casa. Perder um dos dois lados é assustador".
Roger: "Viajamos muito, somos afortunados de termos fãs no mundo inteiro, há poucos países que não visitamos. Uma noite você está em Paris, na outra janta em Tóquio. Nem pensamos nisto pois é parte de nossas vidas, e isto vai parar, sentirei falta. Uma das coisas mais legais de estar em uma banda de rock famosa é que visitamos o mundo inteiro várias vezes, é um privilégio que poucas pessoas tem".
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