Robert Belfour: Na estrada do Blues, ele fez sua própria sorte
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteril Tipo
Postado em 17 de novembro de 2017
O blues tem uns artistas famosos e outros que praticamente passaram despercebidos. Dentre os últimos, há um bluesman com um som profundo, antigo e puro, que é capaz de preencher todos os espectros da música apenas com um violão e sua voz.
Este é o caso de Robert "Wolfman" Belfour. Nascido aos 11 de setembro de 1940, em Holly Springs (Mississippi). Cansado de ter que caminhar todos os dias da cidade de Red Banks, onde vivia, para seu trabalho em Memphis, a cidade mais populosa do estado norte-americano do Tennessee. Mudou-se definitivamente para lá, no final dos anos 60.
Ele não teve muita educação. Estudou somente até a quinta série, sofrimento que teve quando da morte de seu pai. Então começou a tocar guitarra aos 7 anos de idade, imitando seu velho, que o incentivou a praticar música.
Os discos de John Lee Hooker foram muito inspiradores naquela época, tendo alguns sido influência marcante nas músicas de Belfour. Dentre os músicos que podia ver ao vivo, um dos primeiros foi Júnior Kimbrough, um outro personagem com muita influência sobre o estilo de Robert. Ele sempre tocou em festas, em casa ou, quando permitido, em qualquer lugar. Tocava por alguns trocados e por todo o whisky que conseguisse beber e pela comida que pudesse comer. Sua primeira grande aparição como artista foi no Festival Rust College em Holly Springs, em 1982. A partir de então começou a aparecer em cartazes de eventos como o Festival Memphis Southern Folklore, o festival Chattanooga ou Knoxville Jubilee Arts Festival.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A primeira gravação de Robert Belfour foi em 1994 para uma compilação chamada de "o espírito vivo" para o selo alemão Hot Fox Records, que abriu a porta para tocar fora dos Estados Unidos. Naquele tempo ele trabalhou como supervisor de construção civil e sem qualquer suporte. "Quando tinha que sair para tocar, fazia, porque gostava. Às vezes passava até um mês fora e quando chegava em casa, o trabalho estava esperando por mim", disse. Tocou por muitos anos no Clube Murphy, na barra do rio Memphis e foi lá que lhe falaram do selo Fat Possum e, através dele, lhe propuseram uma gravação de teste.
Foi assim que em 2000, lançou o álbum "What’s Wrong With You", que o ajudou a ganhar nome no cenário norte-americano, levando-o em turnê com artistas do porte de T-Model Ford e RL Burnside. Em 2003, também para Fat Possum, gravou "Pushin ‘My Luck" – considerado um dos maiores clássicos do gênero.
Belfour não foi feito para tocar em casa, a menos que estivesse compondo uma música. Muitas das canções que tocaram nas rádios o ajudaram a chegar no topo. Quando subia ao palco, surpreendia os espectadores. Tinha muito carinho para com a música de Muddy Waters, John Lee Hooker, Little Milton e, particularmente, Howlin ‘Wolf, que lhe disse: "Não é um violão qualquer que fará você me abandonar. Você pode aguentar uma ou duas semanas, mas sempre que me vir, sentirei vontade de tocar de novo. Vou tocar até não aguentar mais e quando sentir que não sou mais capaz, penduro as chuteiras. Todo caminho tem seu fim."
O caminho de Robert teve fim em 25 de Fevereiro de 2015. Foi um dos mais tradicionais músicos de Memphis que encantaram as pessoas com seu blues de raiz. O músico faleceu numa quarta-feira, aos 75 anos de idade.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda com que ninguém suportava dividir estrada nos anos 70 - nem os próprios colegas de turnê
A jovem guitarrista que apagou vídeos após se cansar de comentários de homens mais velhos
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
O clássico que Brian May acha que o Queen estragou ao gravar; "Nunca gostei, para ser franco"
A música "bobinha" dos Beatles que superou um clássico dos Beach Boys
A dura carta do Mägo de Oz ao México após política fazer homenagem a Hernán Cortés
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Ricardo Confessori compara Angra e Shaman: "A gente nunca tinha visto entrar dinheiro assim"
Rolling Stones lança o vídeo de "In The Stars", música de seu novo disco de estúdio
O maior guitarrista da história para Bruce Springsteen; "um gigante para todos os tempos"
A música mais "louca, progressiva e fora da curva" do Metallica, segundo Lars Ulrich
Dream Theater - uma noite carregada de técnica e sentimento em Porto Alegre
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
O problema não é usar celular em shows, mas sim fiscalizar os outros
Deep Purple lança nova música e videoclipe, "Arrogant Boy"
O disco que foi criado em meio ao luto e vendeu mais de 50 milhões de cópias
As 3 Betes que ficaram marcadas na história do rock nacional dos anos oitenta
Fotos de Infância: Ozzy Osbourne

Vícios: As 10 melhores músicas sobre drogas
O dia que Sting enlouqueceu assistindo ícone do violão brasileiro em pé-sujo na Lapa
Kiss: "Rock and roll é um trabalho para otários!"
A banda que tentou escrever a música mais estúpida e acabou criando hit dos anos 2000
Sarcófago: Wagner fala da banda, radicalismo, Ghost e muito mais
João Gordo se arrepende de bater no Cazuza por homofobia: "Dei tapa e joguei sapato"
