Saxon: grunge foi bom para mostrar que o rock "não se trata de aparência"
Por Igor Miranda
Fonte: Scars On Guitars/Blabbermouth
Postado em 23 de março de 2018
Em recente entrevista ao podcast "Scars And Guitars", transcrita pelo Blabbermouth, o vocalista Biff Byford disse que o movimento grunge não atrapalhou tanto o trabalho do Saxon. Ele destacou, ainda, lados positivos do gênero musical, consagrado na década de 1990.
"Os fãs, realmente, os fãs leais nos mantiveram durante esse período. E, obviamente, a gravadora teve fé em nós e continuou lançando álbuns, então, nunca paramos de fazer o que fazemos", disse, ao ser questionado sobre o motivo pelo qual o Saxon ficou "intacto" às mudanças do período.
"Acho que o Nirvana, Pearl Jam, acho que o grunge, em alguns aspectos, foi uma coisa boa. Chutou o traseiro de todos e disse: 'Não se trata de maquiagem e cabelo. Trata-se dos riffs de guitarra, da atitude e sobre o que estamos cantando'. Então, não acho que foi algo ruim, de verdade, para aquele período", complementou.
Byford destacou que, a cada 10 anos, um novo estilo chega a público, porém, foi possível se manter com a ajuda dos fãs e da gravadora. "Acho que fizemos o que toda banda fez. O (Iron) Maiden fez a mesma coisa, assim como o Motörhead, assim como o (Judas) Priest. Nós apenas tocamos para nossos fãs e aprendemos a nos adaptar", disse.
O vocalista destacou, ainda, que o Saxon sobreviveu devido a alguns ajustes financeiros. "Nós estávamos tocando em festivais e aceitamos um corte salarial, na verdade - uma atitude de classe trabalhadora, de verdade. É uma atitude de nunca se render", afirmou.
Ouça a entrevista na íntegra (em inglês, sem legendas) no link abaixo.
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