Heavy Metal: lançamentos old school do semestre
Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 29 de maio de 2018
Para desespero dos detratores e dos amantes da suposta boa música caetânica que ainda reina neste malfadado país, o Heavy Metal, na sua vertente tradicional, ainda respira. Mais que isso, evolui a olhos vistos.
É claro que alguns vão dizer que é mais do mesmo, som datado, ultrapassado, cópias das cópias e sei lá mais o que, mas quer saber? Nós, amantes do Heavy Metal, não damos a mínima! E as modas vão se passar, como já se passaram várias nestes últimos quarenta anos, e o HM vai sobreviver. É isto o que importa.
São bandas que além de recriar o estilo conseguem ir além dele dando a sua contribuição para a evolução do estilo.
Este ano promete!
Para quem quiser dar uma conferida nas resenhas originais aqui vai o link:
http://metaladdicts.com/site/category/reviews/
Vamos às bandas:
Sign of the Jackal - Breaking the Spell
Esta ainda vai ser lançada em junho.
É impressionante a quantidade de bandas iniciantes que têm vocais ou integrantes femininas. Sinal de que, finalmente, as coisas parecem mudar.
O Sign of the Jackal adota o velho e bom speed metal melódico teutônico lembrando um pouco o Warlock de Doro Pesch. Porém seus refrões são bem mais grudentos, no bom sentido, é claro. Você vai se pegar cantarolando!
Hemi – Avalon
O grande lance do Hemi em "Avalon" é misturar uma série de influências dentro da música metálica desde Iron Maiden até Metallica, de Dio até Anthrax, e ousar dar uma modernizada no som. É uma banda que faz o estilo evoluir.
Final Fall – The Death of Hope
Uma banda que mistura vários elementos de punk no seu som chagando ao limite do que se chamou de crossover no final dos anos 1980. O Final Fall aposta, como as bandas punk, em riffs feito com acordes e guitarras afinadas um tom abaixo. O resultado é um som muito pessoal com um vocalista acima da média.
Crimson Day – At the Mountains of Madness
O Crimson Day com "At the Mountains of Madness" é o que hoje se chama metal melódico.
"At the Mountains of Madness" é um álbum que vai mexer com a memória afetiva de muitos, pois em várias passagens lembra alguma banda já conhecida. Mas o Crimson Day não é só isso. Seu som é bem pessoal e autêntico. Ah, como é bom ver a molecada fazendo som assim.
Traitors Gate – Fallen
O Traitors Gate é uma banda veterana que está de volta. A sua demo de estreia é uma verdadeira relíquia entre os aficionados. Este Traitors Gate "Fallen" traz uma banda que mostra ao que veio: som pesado e coeso, velocidade na hora certa, solos minimamente compostos e vocalista muito bom com desempenho bem variado. "Fallen" mostra que cachorros velhos ainda aprendem truques novos.
Evil-Lyn – Dysciple of Steel
Evil-Lyn com "Dysciple of Steel" vai mudar os seus conceitos sobre que não há mais o que fazer no HM tradicional. Há sim! Cheio de emoção com um vocalista que entende do negócio, o Evil-Lyn avança e mostra que o Metal evolui a olhos vistos.
Secret Society – The Induction
O Secret Society é uma das chamadas superbandas com a participação de medalhões do HM da atualidade. Seu som está na linha do que se fazia em termos de metal nos anos 1990.
Bullet – Dust to Gold
O Bullet já é uma banda bem conhecida no roteiro HM mundial que agora retorna com "Dust to Gold". É o mesmo bom e velho Bullet de sempre. Nenhuma novidade e isso é seu grande trunfo. Quem quiser bandas que reinventem a roda todo o tempo que procure outro estilo. Ah, esqueci, isso não existe! As supostas "novidades" modernas que rolam por aí já têm mais de vinte anos.
Axel Rudi Pell – Knights’ Call
Mais um lançamento de um veterano. Axel Rudi Pell é um daqueles guitar heroes que ainda insistem em fazer os bons e velhos álbuns, como se diz hoje, autorais. O cara toca muito! Mas não espere fritação, Axel Rudi Pell é um guitarrista das antigas que calcula cada nota e não fica subindo e descendo escalas com nomes impronunciáveis.
Visigoth – Conqueror’s Oath
O Visigoth também já é uma banda consagrada no mundo metálico mundial carregando a tocha do metal tradicional. Público garantido e não só de saudosistas!
Legendry – Dungeon Calling
Sabe aquele som épico que o Dio adorava? Sim, aquele mesmo que aqui está presente em Legendry com "Dungeon Calling". Uma banda que pega várias referências da música pesada desde o final dos anos 1970 com pitadas dos anos 1980 e faz um som bastante pessoal e competente. Outra banda que vai te fazer sair cantarolando.
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