Estudo: a relação entre ouvir música e empatia

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Por Mark Ark, Fonte: Loudwire, Tradução
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De acordo com um novo estudo feito pela Southern Methodist University, pesquisadores da área de neurologia descobriram uma relação direta entre níveis altos de empatia e maior prazer em ouvir música.

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Apesar das pessoas mais empáticas sofrerem mais ao entrarem em contato com notícias negativas tanto a respeito de humanos quanto animais, essas pessoas tem um espectro emocional realçado e são dotados de uma apaixonada relação com a música. Apesar de pessoas com alto grau de empatia e as de baixo grau de empatia serem bastante parecidos ao ouvir música, os pesquisadores acharam uma grande diferença.

As pessoas altamente empáticas processam músicas que estão acostumadas a ouvir com mais envolvimento de partes do cérebro, tanto quanto as áreas que são ativadas quando sentem empatia pelos outros. Também experimentam um maior grau de prazer ao ouvir músicas que gostam, pois há maior ativação do sistema de recompensa.

Se a música não estivesse relacionada com o mundo social, os pesquisadores alegam que não haveria diferença significativa na ativação cerebral entre os mais empáticos e os menos, de acordo com o diretor do Laboratório de Ciência e Música da SMU Zachary Wallmark. Ele também relata que isso nos mostra que além de apreciar música como uma forma de arte, música é sobre humanos interagindo com outros humanos e tentando entender e se comunicar um com o outro.

O estudo teve colaboração da UCLA (Universidade da Califórnia) em que 20 participantes foram submetidos a exames de imagem cerebral funcional enquanto ouviam músicas familiares, bem como não familiares, além de músicas que gostavam e que não gostava. As músicas familiares foram selecionadas pelos participantes antes do exame e após o procedimento tinham que responder um questionário cujas respostas permitem diferenciar graus de empatia.

O estudo mostra, de um lado, o poder da empatia modelando a percepção musical, de acordo com o conceito original de empatia que é "sentir junto". Por outro lado, o estudo mostrou o poder da música em desencadear os mesmos processos complexos que estão presentes durante uma interação social humana.




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Sobre Mark Ark

Nascido em São Paulo em 1979, seu amor pelo metal e rock vem desde o final dos anos 80. Grande fã de Pantera e trash metal, mas curte Rock em geral (e outros estilos como Blues e Rap). Acessa o site há mais de 20 anos e em 2018 decidiu ser colaborador e criar seu próprio site rockaddict.com.br.

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