Igor Cavalera: "Quando todos tentavam ir mais rápido, eu estava diminuindo"
Por Mark Ark
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 16 de julho de 2018
Igor Cavalera, ex-baterista do SEPULTURA e atual CAVALERA CONSPIRACY, concedeu uma entrevista à revista alemã Drumtalk.
Cavalera Conspiracy - Mais Novidades
Perguntado sobre os elementos tribais e percussivos que passaram a integrar o som do SEPULTURA, Igor contou que o processo do Roots começou com o Arise quando começaram a experimentar pequenas introduções com sons sinistros como barulhos de selva e coisas parecidas. E uma vez que viram que sons como esses poderiam ser misturados com metal, hardcore ou qualquer som, começaram a experimentar mais no Chaos A.D. e o baterista passou a incorporar batidas mais tribais, usando mais tambores e tocaram uma música acústica no Chaos A.D. Em seguida estavam preparados para o Roots.
Como baterista ele confessa que estava mais confortável com o que fez no Roots e mesmo Chaos A.D. do que em Beneath the Remains quando estava se esforçando bastante para ser um baterista de Thrash Metal.
Igor revela que quando começou a tocar bateria, tocava samba e ritmos brasileiros e que, para ele, foi muito mais fácil incorporar essas coisas e, de certa maneira, criou seu próprio estilo misturando essas coisas. Confessa que no começo era mais difícil porque se cobrava tocar um bumbo-duplo super rápido e do jeito que as outras bandas de Metal estavam tocando. Depois quando dedicou-se às batidas tribais, sentiu que aquilo era mais sua cara, que estava colocando suas próprias idéias na bateria. Para Igor, foi interessante porque desde o começo o álbum Roots tornou-se um álbum conceitual e toda música tinha uma direção experimental.
Como músico provavelmente a coisa mais incrível que fez foi tocar com uma tribo, os Xavantes, que não usavam tambores, os únicos sons que fizeram, além das próprias vozes, foi chacoalhar algumas peças amarradas ao corpo e pisadas no chão. Então Igor trouxe alguns instrumentos percussivos e sentiu-se livre para experimentar. Para o baterista, foi um dos pontos altos de sua carreira, ir ao Brasil e fazer música com os índios.
Ao ser perguntado sobre "blast-beats" [batidas muito rápidas, como uma rajada], o ex-baterista do SEPULTURA conta que apesar de amar esse tipo de batida, não funcionava com as músicas que estava trabalhando. Ele se lembra da primeira vez que viu Mick Harris do NAPALM-DEATH que tocava "blast-beats" como uma besta. Hoje em dia, Igor vê muito "blast-beat", especialmente em bandas de Black Metal, mas ele nunca incorporou muito essa técnica. O baterista confessou que enquanto todos estavam tentando ser mais rápidos, ele estava diminuindo a partir do Chaos A.D. e nos álbuns subsequentes, tentando, ao mesmo tempo, manter mais groove e peso.
Para quem tiver curiosidade (ou saudade) dos barulhos sinistros que antecediam algumas das músicas do álbum Arise:
E para quem tiver curiosidade sobre "blast-beats":
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
Show do Guns N' Roses em Campo Grande é marcado pelo caos no trânsito
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Yes anuncia detalhes do seu novo álbum de estúdio, "Aurora"
Mike Portnoy passa mal e vomita durante show do Dream Theater
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
Bob Daisley chama de "verdadeiro crime" falta de crédito em clássico de Ozzy Osbourne
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
Quando Renato Russo preferiu ficar em casa com o namorado a gravar com os Paralamas

Max Cavalera queria tocar bateria, mas Iggor era melhor que ele
O disco ao vivo que define o heavy metal, segundo Max Cavalera
Iggor Cavalera revela o tipo de som que faz sua cabeça atualmente
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Max dispara contra ex-companheiros do Sepultura; "impostores", "bando de p** no c*"


