James LaBrie: "O Dream Theater nunca foi previsível e nós sempre forçamos os limites"
Por André Luiz Paiz
Fonte: 80minutos
Postado em 24 de dezembro de 2018
"Distance Over Time" é o décimo quarto álbum completo de estúdio de uma das maiores bandas de prog metal de todos os tempos: Dream Theater. Após o duplo conceitual "The Astonishing", que trouxe uma drástica e necessária mudança na sonoridade do grupo, a banda decidiu novamente mudar as coisas, não em sua sonoridade tradicional, mas na atmosfera ao redor deste novo trabalho. Juntos e isolados em um novo estúdio, deixaram a energia positiva e a inspiração falarem por si só, e o resultado você verá em 22 de fevereiro de 2019, data de lançamento deste novo trabalho.
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Em fase de promoção do novo álbum, o fantástico vocalista James LaBrie gentilmente atendeu ao 80 Minutos exclusivamente, para contar ao Brasil o que podemos esperar deste tão aguardado lançamento, além da nova turnê, que trará como parte do setlist a execução na íntegra álbum "Metropolis Pt.2 - Scenes From a Memory", para comemoração do aniversário de vinte anos deste clássico.
Esta entrevista é um presente do 80 Minutos para você, fã de boa música.
Parceria: The Pirate Ship
1. Olá James! Meu nome é André e eu falo em nome do 80 Minutos, um site brasileiro criado para que as pessoas possam comentar sobre os seus álbuns favoritos. Por favor, diga olá ao Brasil.
Olá pessoal, aqui é o James LaBrie do Dream Theater e é um grande prazer estar aqui hoje com o André do 80 Minutos.
2. Então, um novo álbum do Dream Theater está a caminho. Como você está se sentindo?
Sim André, nós estamos com um novo álbum do Dream Theater, chamado "Distance Over Time". Nós estamos nos sentindo absolutamente felizes com o disco. Estamos muito empolgados e muito entusiasmados. É mais um passo adiante para o Dream Theater. O álbum é predominantemente pesado e com grande produção. As músicas são matadoras do início ao fim e estamos realmente empolgados para ver a reação dos fãs.
3. Será um álbum conceitual como o "The Astonishing" ou será uma abordagem completamente diferente?
"Distance Over Time" não é um álbum conceitual, diferentemente do "The Astonishing". O "The Astonishing" foi o nosso segundo trabalho de música conceitual lançado e "Distance Over Time" é composto por nove faixas incríveis, em que cada música possui a sua própria história e o seu próprio sentimento. Há também uma faixa bônus. Então, este é um álbum em que cada música representa a si mesma. Há obviamente uma conexão em comum ao redor, por ser um álbum mais pesado e representar predominantemente o lado mais metal do Dream Theater. Mas, definitivamente não é nada como o "The Astonishing".
4. Eu li em algumas entrevistas que vocês estiveram bem próximos uns dos outros no estúdio para esta produção. Isso faz uma diferença enorme, não é? O que você pode nos contar sobre as sessões de estúdio de "Distance Over Time"?
Sim, com esse álbum, todo o processo de escrita foi bem diferente de qualquer outro. A maneira comum para abordagem de um álbum é que escolheríamos um estúdio, alguns de nós ficariam hospedados em hotéis, enquanto outros se manteriam indo e voltando para casa. Desta vez foi diferente. Nós nos mudamos para o norte do estado de Nova York, perto de Woodstock. Alugamos um lugar, um celeiro bonito, que tinha sido transformado em um estúdio. E então tivemos uma sensação muito legal de velhos tempos com a casa da fazenda, nos mudamos para lá como uma banda e foi incrível, algo que realmente adicionou ao espírito e à energia, devido à maneira como estávamos focados. Não houve distrações, por isso realmente valeu a pena. Penso no sentimento ao redor deste álbum. Há uma ótima vibe e um grande espírito, como eu disse, e foi definitivamente um ambiente muito inspirador para se estar.
5. Eu faço parte do grupo que realmente gostou do "The Astonishing". Eu acredito que, para mim, foi uma mudança sonora muito bem recebida. Em contrapartida, alguns fãs estão sempre esperando que o Dream Theater relance novos "Images And Words", "Awake" e "Metropolis Pt. 2". Qual a sua opinião sobre isso?
Bem André, primeiramente deixe-me agradecê-lo por dizer isso sobre o "The Astonishing". Eu também e o restante da banda somos muito orgulhosos desse álbum. Eu acho que foi um Tour De Torce (grande esforço), tanto quanto por ser um álbum conceitual e sobre como foi produzir uma peça dessas, com um coral e uma orquestra completa em uma Ópera Rock Opus, por assim dizer. Então, com os fãs em geral, nós sabemos que sempre fomos conhecidos como sendo uma banda de metal progressivo, então nós somos "metal heads" e temos a nossa mente progressiva, e eu acho que, com o "The Astonishing", com mais de duas horas de música, foi pedir aos nossos fãs para serem extremamente abertos. E eu acho que, independentemente das suas intenções e da direção, você sabe que haverá controvérsia em torno de cada lançamento. Com isso, eu acho que neste caso foi muito mais perceptível que havia uma polarização acontecendo. Havia aqueles que o amavam e havia aqueles que não gostaram tanto. Não tem problema. Faz parte de ser artístico. O Dream Theater nunca foi previsível e nós sempre forçamos os limites e sempre fomos experimentais. O álbum saiu exatamente como esperávamos e desejávamos. E sim, eu acho que todos possuem os seus gostos e preferências. Com o "The Astonishing", nós definitivamente estávamos conduzindo todo mundo a aproveitar um tempo e ouvi-lo como uma obra completa.
Curtiu? Não deixe de conferir a entrevista completa no site do 80 Minutos. Lá, James fala sobre a turnê, sobre sua carreira solo e muito mais.
O site do 80 Minutos é um portal interativo gratuito para você avaliar os álbuns dos seus artistas favoritos.
Link para a entrevista completa:
https://80minutos.com.br/interview.php?interview=26
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