Opinião: E se a história do rock fosse diferente?

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Jean Carlo B. Santi
Enviar correções  |  Ver Acessos

Sabe quando nos ocorrem alguns pensamentos vagos, assim, do nada, sobre um determinado assunto, mesmo sem estar pensando diretamente nele? Pois é, o rock é tão cativante, e sua história tão rica, que vez por outra me vem a mente situações que poderiam ter sido bem diferentes para muitos de seus protagonistas. Como se o curso da história pudesse ser mudado, e você fizesse um exercício de imaginação, do tipo: como seria?

Slipknot: Corey Taylor não tem a cara limpa por baixo da máscaraMegadeth: Pepeu Gomes comenta convite para tocar na banda

Imaginem o Rei do Rock, Sir Elvis Presley, caso não tivesse ido embora tão cedo, certamente teria se tornado uma espécie de "Roberto Carlos Americano", com um especial todo fim de ano na TV de lá. Ainda vivo, sua carreira já estava seguindo essa tendência nostálgica, já que aquele papel de jovem rebelde não mais lhe caía bem.

E os Beatles, se não tivessem se separado com tão pouco tempo de banda? Imaginem se eles tivessem tido a oportunidade, assim como os Stones, de seguir por décadas e décadas juntos? Pioneiros que são, aposto que a cada disco, apresentariam uma novidade em termos musicais. Não seria absurdo pensar que eles poderiam ter antecipado alguma coisa do punk rock e até mesmo do grunge. Devaneio demais? Talvez, mas se observarem bem, mesmo no curto espaço que eles estiveram na ativa, podemos observar em sua discografia o "abrir dos olhos" para a psicodelia, o progressivo, o hard rock, e até mesmo a variação de estilo vocal mais agressivo, como na canção Helter Skelter. Ia ser demais poder conferir o que mais esses gênios poderiam apresentar... (uma pausa para um curto suspiro).

Dando um mega salto à frente do tempo, pensemos também no que poderia vir do Nirvana, com o Kurt ainda andando por aí. Acredito que Dave Grohl fatalmente iria sair da banda em algum momento, para formar a sua própria, embora ache que isto ocorreria apenas alguns anos mais tarde. Sua saída representaria um prejuízo enorme ao som do Nirvana (sim senhor, um baterista pode causar este "estrago", veja o estilo do primeiro álbum "Bleach" sem Dave nas baquetas, e os demais...). O próprio Kurt já havia dito em entrevista que tinha receio do som do Nirvana ser sempre "mais do mesmo". Mas inquieto que era, gosto de pensar que Kurt iria surpreender muita gente fazendo trabalhos variados, desde o estilo folk, até o trash. Bom, isso é tudo imaginação.

Outro fato histórico no rock que bem que podia ter sido diferente foi a saída do Bruce do Iron Maiden. Não entrando no mérito dos motivos da obviamente indesejada saída de Bruce, não consigo perdoar Steve Harris e Cia por terem escolhido tão mal um substituto. Nada contra o Sr. Blaze, que é até um sujeito boa praça, mas foi um erro trazer alguém com tão pouco recurso para interpretar as pérolas do Maiden. No meu entender, até o trabalho pós Bruce, o disco "X Factor", seria mais reverenciado, pois se trata de um puta disco. Reza a lenda de que André Matos seria uma opção do Maiden. Imaginem só este baita vocal cantando no Maiden? Seria demais. Ainda que essa mudança fatalmente influenciaria na história do Angra, mas isso é outro capítulo a parte. Na pior hipótese, até mesmo trazer o veterano Paul Di'anno seria uma opção bem melhor. Enfim, paciência! Ao menos neste caso, a "presepada" fora corrigida a tempo, com a volta de Bruce em definitivo.

O Guns N' Roses é outra banda que poderia ter uma reviravolta histórica. Penso que, se o ego do Axl fosse 200 vezes menor, o Guns poderia ser a maior banda do mundo até hoje. Na época em que começou o "desmanche", eles carregavam esse status. Com o devido efeito benéfico do tempo e da maturidade, somados ao talento indubitável da dupla Axl & Slash, o Guns poderia ter concebido discos cada vez mais bem elaborados. A evolução no som seria evidente.

E para finalizar, proponho divagarmos sobre a história de uma banda brazuca, o Sepultura. Não canso de imaginar que, caso tivessem superado suas desavenças e tocado o barco, hoje estaríamos falando do Big Five do Trash, e não o Big Four. Com o lançamento de Roots, o Sepultura atingiu um status de banda de ponta no cenário metálico. Mesmo que não tivessem lançado mais nenhum material a altura de Roots, só o fato de terem prosseguido com a formação original, evitando o "racha" que ocorreu entre os fãs da banda com a saída de Max e Igor, já iria conferir um tamanho muito maior a banda em todo mundo.

Enfim, pelo bem e pelo mal, o passado jamais mudará. E as algumas das histórias do rock um dia serão lendas. Que venham muitas outras, vida longa ao rock!




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Notícias

Slipknot: Corey Taylor não tem a cara limpa por baixo da máscaraSlipknot
Corey Taylor não tem a cara limpa por baixo da máscara

Megadeth: Pepeu Gomes comenta convite para tocar na bandaMegadeth
Pepeu Gomes comenta convite para tocar na banda


Sobre Jean Carlo B. Santi

Jean Carlo B. Santi é Administrador de Empresas e Pós-Graduado em Marketing. Músico amador, atua também como baterista numa banda que toca covers de classic rock. Ainda criança, pôde conhecer através de um tio bandas como Queen, Pink Floyd, Gênesis, Nazareth, U2, Bon Jovi, Guns'n'Roses... Mais tarde, descobriria por conta própria que havia muito mais no rock, e desde então, nunca mais encontraria o caminho de volta do limbo de onde vivem todos estes seres fantásticos e surreais, habitantes deste mundo à parte chamado rock'n'roll.

Mais matérias de Jean Carlo B. Santi no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336