Com formação sólida, Angra se prepara para novo disco
Por André Molina
Fonte: Sinners Rock Beer
Postado em 31 de maio de 2019
Com quase 30 anos de trajetória, a banda de heavy metal brasileira Angra, que enfrentou diversas crises por causa das inúmeras mudanças de formação, retorna a Curitiba, com banda renovada e sólida, com objetivo de caminhar para o fechamento da turnê do álbum "Omni" e se preparar para gravar novo disco.
No último CD, o Angra ousou. Buscou a parceria da cantora Sandy (da dupla Sandy e Júnior. Recordam?) e fez uma turnê mundial com mais de cem datas, além de enfrentar a saída de seu consagrado guitarrista Kiko Loureiro, que aceitou o irrecusável convite de Dave Mustaine para ingressar no Megadeth.
Animado, o guitarrista e fundador Rafael Bittencourt conversou com a gente sobre os planos e fez um balanço positivo. Vale lembrar que o Angra marcou show nesta sexta-feira (31 de maio) no Hard Rock Café Curitiba em festa de aniversário de 04 anos da casa.
Este show do Angra em Curitiba é da fase de encerramento da turnê de lançamento do álbum "Omni", que teve uma boa repercussão e agradou os fãs. Qual o balanço que você faz desta turnê?
Nós estamos nos preparando para um disco novo e estamos longe dos palcos por alguns meses. Então decidimos fazer uma breve turnê para pegar inspiração com os fãs, contar a eles nossos planos. Compartilhar isso e levar esse calor para dentro do estúdio e ter novas ideias. Foi uma das maiores turnês que a gente já fez, com 104 shows pelo mundo. Já estivemos em Curitiba e agora voltamos para esta festa no Hard Rock Café, prestigiando também o lançamento do livro do Paulo Baron (empresário da banda). Um momento legal que traz bastante inspiração, de comemoração com os fãs e planejamento do novo disco.
E como estão os preparativos para o novo disco. Já existe uma proposta que dá para antecipar?
No último disco "Omni" conseguimos atingir um resultado muito legal. Foi quando consolidamos esta formação com o Marcelo Barbosa (que substituiu Kiko Loureiro, admitido no Megadeth), o Fábio, o Bruno, o Felipe e Eu. O Marcelo por ter sido o último a entrar ajudou a concretizar esta formação. E agora conseguimos confirmar isto. Tínhamos algumas dúvidas em relação se os fãs poderiam achar legal. Alguns fãs ficaram chateados porque o Kiko saiu e hoje não tem mais isto. Existe uma confiança muito maior dos fãs. Confiança da nossa parte de saber que nós podemos arriscar e ir além. A ideia agora é fazer um apanhado dos grandes momentos da carreira, de discos como "Holy Land", que experimentamos música brasileira, depois o "Temple Of Shadows", onde criamos muitos ambientes acústicos, muitas dinâmicas, um ambiente também de letras mais soturnas e o "Omni", onde conseguimos a força da formação atual. Quero unir especialmente estes três álbuns no nosso próximo.
O "Omni" teve a participação da Sandy que foi recebida positivamente. Vocês esperavam esta receptividade do fã de heavy metal, que tem o rótulo de ser radical e poderia demonstrar resistência por ela ser uma cantora que veio do pop, do sertanejo?
Sim. Mas desde o começo o Angra provoca um pouco os fãs, que também precisam abrir a sua visão. O artista tem um pouco a responsabilidade na parte cultural e, também, da educação. A gente precisa mostrar outras maneiras de enxergar, através da arte, ampliar a visão das pessoas. No começo foi uma provocação com ponto de vista artístico muito forte, que a voz da Sandy é muito bonita, angelical. Encaixou-se perfeitamente na música e no personagem da música. Demonstrou que o heavy metal não precisa ser engessado nos seus formatos tradicionais. Ele pode misturar com outros estilos e inovar. A busca pela inovação é que traz algo novo. Não adianta você só repetir formatos anteriores.
Esta turnê do "Omni" teve muitas datas em vários locais do mundo. Teve algum show que foi uma experiência nova para o Angra?
Nós tivemos pela primeira vez na Coréia do Sul, alguns países do Leste Europeu, República Tcheca, Romênia, Polônia. Lugares diferentes. Voltamos para a Rússia. Fazia pelo menos 10 anos que não tocávamos lá. E foi a maior turnê do Angra nos Estados Unidos, com 32 shows. Foi uma grande conquista para a gente.
Entrevista: André Molina
Foto: Clóvis Roman
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Jairo Guedz sobre as regravações dos Cavalera: "A magia, para mim, está no original"
A melhor cantora brasileira de metal na atualidade, segundo Ricardo Confessori
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
Biohazard se apresentará no Brasil em fevereiro de 2027
A tarefa que Edu Falaschi evitava no sítio de Ricardo Confessori na fase Angra
Malvada anuncia Cyz Mendes como nova vocalista
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
O que pode ter arruinado passagem de Dio pelo Black Sabbath, segundo Geezer Butler
A mensagem curta e simbólica sobre o Sepultura que Iggor Cavalera compartilhou no Instagram
Os três guitarristas que Eddie Van Halen acusou de serem imitadores dele
Herman Li expõe miséria que Guitar Hero repassou por usar música do DragonForce

Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
Kiko Loureiro parabeniza Rafael Bittencourt pelo aniversário; "irmão que a música me deu"
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
A percepção de Hansi Kürsch, do Blind Guardian, sobre impacto do Sepultura e Angra
Os cinco melhores álbuns de Power Metal depois de 2000



