Nirvana explodiu e implodiu após shows no Reading, diz Dave Grohl
Por Igor Miranda
Fonte: Kerrang!
Postado em 27 de junho de 2019
Dave Grohl, vocalista e guitarrista do Foo Fighters, relembrou os seus tempos como baterista do Nirvana em entrevista ao site da revista "Kerrang!". O músico falou sobre a relação do colega frontman, Kurt Cobain, com as drogas - ele cometeu suicídio em 1994, aos 27 anos - e de um show com a banda que mudou a sua vida: no Reading Festival, em 1992.
"O Reading me mudou. Cresci com ele, então, ser o headliner era inacreditável. Quando entrei para o Nirvana, no meu primeiro dia em Seattle, Krist (Novoselic, baixista) fazia um churrasco e Dan Peters, baterista do Mudhoney, estava lá. Ele falou sobre ter voltado da Inglaterra e eu perguntei qual foi a maior plateia para a qual ele tocou. Ele respondeu que umas 35 mil pessoas e eu perguntei onde foi. Ele falou de um festival na Inglaterra chamado Reading, que era grande", relatou, inicialmente.
Os shows no Reading Festival marcaram, também, uma série de eventos que culminaram no falecimento de Kurt Cobain e no fim do Nirvana. "Muito aconteceu depois disso. Reading '91 e Reading '92, quando fomos os headliners, a banda explodiu... e implodiu. Deixamos de ser uma banda de três integrantes em uma van para vender milhões de discos. Foram 12 meses caóticos. Kurt acabou tendo que ir para a reabilitação", disse.
Os altos e baixos de Kurt Cobain eram "caóticos", segundo Dave Grohl. "Lembro de quando acabamos a turnê em 1992, passamos pela América, Europa, Austrália, Japão e acabamos no Havaí. Quando chegamos lá, pensamos: 'precisamos relaxar, porque o mundo ficou maluco - não só o nosso mundo, como o de todos'. Fizemos uma pauta e, nesse período, Kurt teve uma filha e teve seus altos e baixos. Foi o caos", afirmou.
A apresentação no Reading em 1992 foi "reconfortante" e "mágica", segundo Dave Grohl, pois existiam até dúvidas se o Nirvana faria o show. "Ensaiamos apenas uma vez, no dia anterior, e eu não sabia se conseguiríamos. Isso aconteceu algumas vezes no Nirvana, de pensar que seria um desastre, mas, na verdade, se tornar algo belo. Foi ótimo, mas foi triste, pois foi a última vez que tocamos na Inglaterra. Poderia ter sido melhor. Não tocamos o bastante na Inglaterra. A memória é de algo triunfante, mas melancólico, por não termos voltado", disse.
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