Raul Seixas: ele seria contra Bolsonaro se estivesse vivo, dizem biógrafos
Por Igor Miranda
Fonte: UOL
Postado em 23 de outubro de 2019
Os biógrafos Carlos Minuano e Jotabê Medeiros escreveram, recentemente, duas biografias sobre o lendário cantor Raul Seixas. "Raul Seixas - Por Trás das Canções" (Record), de Minuano, chegou às livrarias na última sexta-feira (18), enquanto "Raul Seixas - Não Diga que a Canção está Perdida" (Todavia) será lançada em 1° de novembro.
Em entrevista ao site UOL, os dois escritores falaram sobre as obras e o legado de Raul Seixas. Além disso, tentaram imaginar como seria se o Maluco Beleza, falecido em 1989 aos 44 anos, ainda estivesse entre nós.
Como Raul era crítico à ditadura militar, responsável por censurar 11 músicas de seu catálogo, os dois escritores acreditam que ele se posicionaria contra o governo de Jair Bolsonaro, atual presidente da República. Apesar do órgão censor ter barrado algumas de suas composições, o cantor fazia como alguns outros artistas e inseria suas críticas como metáforas, como na infantil "Carimbador Maluco".
"Ele fez músicas no pior momento da ditadura militar. E, diferente do que muitos pensam, Raul era politizado demais. Não era um cara que reivindicava uma corrente política como militante, mas tinha uma consciência política muito clara", afirmou Jotabê Medeiros, ao UOL.
Os biógrafos também comentaram ao portal que, mesmo com mais de 70 anos, Raul daria a cara à tapa contra o momento atual descrito como "censura cultural". Ao mesmo tempo, eles também afirmam que o Maluco Beleza seguiria, claro, sendo "maluco" e faria "muitas loucuras".
Um episódio ocorrido em uma turnê no Pará, em 1985, pode reforçar essa narrativa a respeito de Raul Seixas. No primeiro de dois shows em Itaituba, Raul tocou apenas três músicas, caiu bêbado no palco e teve de sair escoltado pelo Exército, já que o público não gostou e alguns promoveram um tiroteio. Já na segunda apresentação, os militares estiveram presentes, mas a situação não foi nada legal após Raul cantar a música "Mamãe Eu Não Queria".
O motivo? A letra de "Mamãe Eu Não Queria" carrega versos como "Não quero bater continência / Nem pra sargento, cabo ou capitão / Nem quero ser sentinela, mamãe / Que nem cachorro vigiando o portão". As consequências não foram reveladas na entrevista, mas estão no livro de Carlos Minuano.
A ótima reportagem com os biógrafos, assinada por Kaluan Bernardo, pode ser conferida no site do UOL.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
Sepultura anuncia título do último EP da carreira
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Por que "Mob Rules" é melhor do que "Heaven and Hell", segundo Jessica Falchi
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
O conselho que Rodolfo recebeu de vocalista de histórica banda de hard rock brasileira
O solo de uma nota que Eddie Van Halen elegeu como um dos maiores; "um tapa na cara dos virtuoses"


O que Titãs e Camisa de Vênus têm que outras do rock não têm, segundo Raul Seixas
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Como trajetórias de Raul Seixas e Secos & Molhados se cruzaram brevemente
A única banda de rock brasileira dos anos 80 que Raul Seixas gostava


