Megadeth: como Marty Friedman recusou voltar em 2014 - e abriu espaço para Kiko

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Por Igor Miranda, Fonte: Lokaos Rock Show
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Não é segredo para ninguém que o Megadeth tentou promover uma reunião de sua formação clássica em 2014. Após as saídas de Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria), o frontman Dave Mustaine e o baixista David Ellefson buscaram trazer de volta o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza, responsáveis por álbuns como "Rust in Peace" (1990) e "Countdown to Extinction" (1992).

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Não deu certo. Nick Menza até ensaiou com o Megadeth, mas uma série de razões fizeram com que a situação não vingasse. O que é pouco comentado, desde então, é o motivo pelo qual Marty Friedman ficou de fora. O guitarrista tem carreira solo consolidada no Japão, o que se imagina como justificativa para recusar o convite, no entanto, Dave Mustaine e David Ellefson não costumam falar a respeito disso.

Em entrevista ao Lokaos Rock Show, Ellefson quebrou essa escrita ao comentar a recusa de Friedman e a entrada do brasileiro Kiko Loureiro (Angra) para a banda. Após não dar certo com Menza e Friedman, o Megadeth precisou buscar novos integrantes e Loureiro logo se juntou à formação, que, em estúdio para gravar "Dystopia" (2016), foi completa por Chris Adler (Lamb of God) na bateria - a vaga foi assumida de forma definitiva por Dirk Verbeuren (Soilwork).

O baixista foi perguntado sobre Kiko Loureiro, mas, em sua resposta, contextualizou a situação antes de falar sobre o brasileiro. "Kiko é maravilhoso. Fiquei feliz por ele quando fiz a ligação (o convidando). É engraçado, pois, na época, éramos só Dave e eu novamente. Shawn Drover e Chris Broderick haviam saído da banda, os empresários mudaram e tentamos juntar a formação do 'Rust in Peace' de novo no fim de 2014. E não deu certo. Dave e eu pensamos: nós tentamos, vamos seguir adiante", afirmou.

Em seguida, David Ellefson revelou que, desde o início, Marty Friedman não topou voltar, mas mostrou ser parceiro do Megadeth como um todo. "Marty se tornou um grande amigo para Dave e eu. Falamos sobre trazer um novo baterista, a energia, e ele falou: 'sou fã e amigo do Megadeth e minha volta não vai funcionar, mas quero ver o Megadeth fazendo sucesso'. Foi muito encorajador. Ele estava trabalhando com músicos mais jovens e, nessa época, Chris Adler (Lamb of God) levantou a mão e disse: 'ei, sou um fã, se precisar de baterista, ficaria feliz em gravar com vocês'. No fim, ele acbaou fazendo 'Dystopia'", disse.

Adler não entrou para o Megadeth em definitivo, mas Kiko assumiu a vaga e está com a banda até hoje. "Um dia, Dave me ligou e falou: 'achei nosso novo guitarrista'. Perguntei e ele falou de Kiko. Eu falei: 'eu conheço Kiko, toquei com ele há alguns meses'. Foi quando viemos aqui fazer o Metal All Stars, em dois shows: um em La Paz e outro em São Paulo, onde o Angra tocou conosco. Kiko substituiu Gus G, que não podia vir, então, ele tocou comigo e Geoff Tate (ex-Queensryche). Eram músicas complexas e ele aprendeu muito rápido. Aí eu pensei: 'sabe... vou pegar o telefone dele'", afirmou.

O objetivo de Kiko Loureiro era, de fato, entrar para uma grande banda, após mudar-se para os Estados Unidos. "Ele explicou que estava morando em Los Angeles e queria algum projeto maior. Mantivemos contato. Em dois meses, mandei um e-mail falando: 'você vai entrar no Megadeth'. É engraçado, pois quando Dave decide que você vai entrar na banda, você está dentro. Pedi alguns vídeos dele tocando músicas como 'A Tout Le Monde', 'Holy Wars' e 'Tornado of Souls'. Ele falou que enviou os vídeos e eu já tinha comprado uma passagem. Expliquei que quando Dave decide que você entrou para o Megadeth, você está dentro", disse.

A repercussão no Brasil também foi comentada por David Ellefson. "Vi os jornais no Brasil, foi muito legal. Ele é um herói nacional e mereceu esse posto. É um grande guitarrista, ele entende emocionalmente como é se juntar a uma banda estabilizada como o Megadeth e é um grande amigo, fez com que o Brasil ficasse orgulhoso", afirmou.

Assista à entrevista para o Lokaos, na íntegra, no player de vídeo a seguir (com legendas em português):




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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013.

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