Dinho Ouro Preto: nos 10 anos do grave acidente, ele diz que renasceu após queda
Por Igor Miranda
Fonte: YouTube
Postado em 14 de dezembro de 2019
O vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, falou sobre o seu "renascimento" em um vídeo publicado no seu canal de YouTube. O cantor caiu do palco de um show da banda, em 31 de outubro de 2009, na cidade de Patos de Minas (MG). Ele sofreu traumatismo craniano e fraturas nas costelas, entre outros, devido à queda, de uma passarela com 3 metros de altura.
Em entrevistas posteriores, Dinho Ouro Preto disse que perdeu o olfato e parte do paladar após o acidente. Porém, neste vídeo, Dinho refletiu um pouco mais a respeito do ocorrido.
"Eu não estava bêbado, não tinha tomado nada. Estava andando de costas no palco. Naquela noite, colocaram uma passarela. Lembro que o Yves (Passarel, guitarrista) estava tocando, eu vou até o Yves, passo por ele e me afasto andando de costas, pensando em parar um pouco adiante e ficar olhando para ele. Só que dou um passo a mais e caio para trás", disse, inicialmente.
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Dinho contou que quebrou vários ossos, o crânio, algumas vértebras, duas costelas, o sacro (osso na base da coluna vertebral) e uma região na mão. "Havia um bombeiro como espectador e ele disse que eu cheguei a parar de respirar. Ele conseguiu me reavivar, volto a respirar, mas me colocaram em um avião e me levaram para São Paulo. Vou parar no Sírio (hospital Sírio Libanês)", afirmou.
O cantor pontuou que a recuperação é muito lenta e complicada - a retomada dos shows só aconteceu 6 meses depois, ainda com muita dor. A recuperação foi completa, mas ele só destacou o problema no olfato.
A mudança maior foi na carreira, curiosamente: Dinho disse que começou a se preocupar mais com a forma que as pessoas viam o Capital Inicial e qual o legado que a banda deixaria. "Os discos após o acidente são, na minha opinião, muito diferentes. Durante o acidente, estávamos gravando o 'Das Kapital' (2010). É um disco com produtor diferente, com o David Corcos (Planet Hemp, Marcelo D2), com outra sonoridade. É um dos melhores do Capital. No seguinte ('Saturno', 2012), a gente busca nossas raízes punk rock e faz o mais pesado do Capital", disse, inicialmente.
A descrição continua: "Depois, vem 'Viva a Revolução' (2014), com muitas músicas baseadas nas manifestações de junho (de 2013). Vamos procurando nossas associações, gravamos o acústico em Nova York, turbinado, com violões processados. Ao invés de procurar parcerias óbvias ou naturais, do rock brasileiro, buscamos gente de fora do rock, como Seu Jorge, Lenine, tem o Thiago Castanho (guitarrista do Charlie Brown Jr). É mais denso. Procuramos o Lucas, do Fersno, e fizemos o 'Sonora' (2018), com experimentos de timbres, arranjos e parcerias novas. A única mudança após o acidente é que o Capital segue nova direção musical, fica mais sério".
Assista ao vídeo na íntegra:
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