P*ssy Riot: "Não precisa ser pró-comunismo para criticar Bolsonaro", diz Masha
Por Igor Miranda
Fonte: Uol
Postado em 30 de janeiro de 2020
Maria "Masha" Alyokhina, líder da banda russa de punk rock P*ssy Riot, falou em entrevista ao Uol sobre o show que sua banda fará, nesta quinta-feira (30), em São Paulo. A apresentação acontece no festival Sem Censura, promovido pela prefeitura da cidade, no Centro Cultural São Paulo, com artistas críticos ao governo federal, do presidente Jair Bolsonaro.
Banda de ideias feministas e favoráveis aos direitos à comunidade LGBT+, o P*ssy Riot - cujas integrantes já foram presas na Rússia por suas performances ácidas - chamou atenção com o flyer divulgado para promover seu show no Brasil. A arte mostra o rosto de Bolsonaro em meio a lixo, armas e material tóxico.
Ao 'Uol', Masha declarou: "Vendo entrevistas e lendo notícias, percebemos que ele não é um cara legal, para dizer isso de forma suave". Ela também destacou que Bolsonaro representa as mesmas ideias de Vladimir Putin, presidente da Rússia. "Ambos serviram nas Forças Armadas. Isso é algo que deveríamos estar a par. Porque realmente não acredito que existam pessoas que queiram entrar em guerra", afirmou ela.
Embora seja crítica a políticos como Bolsonaro e Putin, Maria Alyokhina destacou não ser de esquerda. "Para criticar Bolsonaro, você não deveria definir você como uma pessoa pró-União Soviética, pós-comunismo. Eu não sou. Sendo uma pessoa que passou dois anos na prisão, eu tenho certeza que não é certo censurar pessoas", disse.
Masha também pontuou que não é musicista, por isso, as críticas ao P*ssy Riot por sua sonoridade não são coerentes. "Eu não sou musicista. Eu não sei tocar nenhum instrumento. Se alguém me critica por isso, me desculpe. Eu ficaria feliz se essas pessoas pudessem fazer música realmente boa. É legal. Mas nós somos todos diferentes. De novo: me desculpe por isso!", afirmou ela, aos risos.
A entrevista pode ser conferida, na íntegra, no site do 'Uol'.
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