Cazuza: mãe do cantor proíbe músicas dele em manifestações antidemocráticas
Por Igor Miranda
Fonte: Facebook
Postado em 11 de maio de 2020
A Sociedade Viva Cazuza, criada pelos pais do cantor Cazuza após sua morte, em 1990, e gerenciada pela mãe dele, Lucinha Araújo, divulgou nota nas redes sociais para proibir o uso de músicas do artista em manifestações com pautas antidemocráticas.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a canção "Brasil", lançada em 1988 no álbum "Ideologia", tem sido tocada em protestos feitos em Brasília apoiando ao presidente Jair Bolsonaro. Tais manifestantes também tem pedido, entre outras coisas, fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de intervenção militar.
"Foi com grande pesar que tomamos conhecimento através de artigo no jornal Folha de São Paulo, do dia 03/05/2020 com o título 'Bolsonaro Volta a apoiar ato contra o STF e Congresso e diz que Forças Armadas estão ao lado do povo', que a música 'Brasil' foi uma das usadas na manifestação. 'Brasil' é uma música de grande importância na democracia brasileira e ser usada junto a gritos de ordem e cartazes que pedem o fim da democracia é inaceitável", diz, inicialmente, o texto da Sociedade Viva Cazuza, assinado por Lucinha Araújo e pelos músicos George Israel e Nilo Romero.
Citando prerrogativas dadas pelo artigo 29 da Lei de Direitos do Autor (Lei 9610/98), a ONG proibiu a "execução de qualquer obra ou interpretação de Cazuza em qualquer evento e/ou manifestação dessa natureza". Desta forma, qualquer um que desrespeitar essa proibição fuca sujeito à "aplicação das sanções civis e penais cabíveis em virtude de violação de direitos autorais", segundo a nota.
O texto conclui: "Apoiamos a democracia e não atitudes violentas. Seguimos as orientações da OMS que recomenda que a população fique em casa, em isolamento, pensando no bem de todos, sendo solidários e trabalhando para diminuição do sofrimento e privação dos mais vulneráveis".
Lucinha Araújo já fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro em outras ocasiões. Em fevereiro deste ano, ela repudiu uma fala do presidente sobre portadores do vírus HIV, transmissor da Aids, citando que esses pacientes são "uma despesa para todos no Brasil", além de um "problema sério" para a própria pessoa.
Bolsonaro fez essa declaração após sair em defesa de Damares Alves, ministra dos Direitos Humanos. Ela havia dito, anteriormente, que a abstinência sexual deveria ser uma opção de método contraceptivo. "O próprio Alexandre Garcia, ele fala que a esposa dele, que é obstetra, atendeu uma mulher que começou com o primeiro filho com 12 anos de idade. Outro com 15, e no terceiro, que a esposa dele atendeu, ela já estava com HIV. Uma pessoa com HIV, além do problema sério para ela, é uma despesa para todos no Brasil", afirmou, na ocasião.
Em resposta, Lucinha declarou que a Sociedade Viva Cazuza trabalha há 30 anos "para preservar os direitos dos portadores do HIV e tem como princípio o combate a qualquer tipo de discriminação e a liberdade". "É dever do Estado cuidar da saúde de todos, sem discriminação da doença que o acometeu. [...] Aproveito para citar Cazuza: 'vamos pedir piedade, senhor piedade, pra essa gente careta e covarde, lhes dê grandeza e um pouco de coragem'", disse, na época.
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