Blackie Lawless: por que toda banda de rock após 1983 tem dívida com o Quiet Riot

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Por Igor Miranda
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O líder do W.A.S.P., Blackie Lawless, lamentou a morte do amigo baterista Frankie Banali, que tocou em vários álbuns da banda e se consagrou também com o Quiet Riot, em uma postagem nas redes sociais. Banali faleceu na última quinta-feira (20), aos 68 anos, após lutar contra um câncer no pâncreas em estágio 4 por 16 meses.

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Frankie Banali: baterista do Quiet Riot, W.A.S.P. e outros morre aos 68 anosFrankie Banali
Baterista do Quiet Riot, W.A.S.P. e outros morre aos 68 anos

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Em um texto nas redes sociais, Lawless conta que conheceu o baterista precisamente no dia 17 de julho de 1975. "Foi minha primeira noite em Hollywood. Estava com medo e não sabia o que essa 'fábrica dos sonhos' reservava para mim. [...] Ele estava encostado na parede externa do The Roxy (casa noturna), na Sunset Strip. Arthur Kane o conheceu na última viagem do New York Dolls à Los Angeles e me apresentou a ele", relatou, inicialmente.

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De cara, rolou uma identificação entre Blackie e Frankie. "Eu pensei: 'nem ligo se esse cara não consegue tocar algo, ele é um rock star e ninguém sabe disso ainda'. Eu queria muito estar em uma banda com ele. Ao longo dos anos, nossas vidas se cruzaram pessoal e profissionalmente de várias formas. Eu ia assistir aos shows das bandas dele e ele ia aos meus. O talento dele o 'descolava' de todos com quem ele tocava", afirmou.

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Foi para Banali, inclusive, que Lawless mostrou a primeira versão do álbum "The Crimson Idol", ainda em 1979 - o disco só foi gravado em 1992 e foi um dos trabalhos que o baterista fez com o W.A.S.P., dividindo a função com Stet Howland. "Sentamos em meu carro depois de nos encontrarmos em uma lanchonete e ouvimos. Foi quando começamos a desenvolver uma amizade que duraria para o resto de nossas vidas", relatou.

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Além de descrever Frankie como um cara muito engraçado - "sério, ele poderia fazer um cachorro dar risada" - e gentil - "ele ajudava muitas crianças órfãs de diferentes países e me mostrava as fotos, mas nunca falou sobre isso publicamente" -, o líder do W.A.S.P. pontuou que o trabalho do baterista com o Quiet Riot fez história. O primeiro álbum que traz o músico tocando com a banda, "Metal Health" (1983), foi o primeiro trabalho de heavy metal a atingir o topo das paradas da Billboard, nos Estados Unidos.

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"Em 1983, quando o Quiet Riot lançou o inovador 'Metal Health', o mercado da música mudou. Não há nem como exagerar ao falar disso. Esse álbum deu à luz um movimento inteiro, do qual eu e muitos outros nos beneficiaríamos depois. Vendeu 10 milhões de cópias nos Estados Unidos e mais ainda no restante do mundo. Nenhuma outra banda do chamado 'hard rock' ou 'heavy metal' havia conseguido fazer isso antes deles", disse Lawless.

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Em função disso, na visão do líder do W.A.S.P., toda banda de rock após 1983 tem uma dívida com o Quiet Riot. "Esse álbum arrombou as portas de todos os pensamentos convencionais do que uma banda de rock era capaz de fazer. Toda banda de rock, e eu reforço, TODA banda de rock que veio após o Quiet Riot tem uma dívida com eles que nunca poderá ser paga. Sem a banda, o estilo que conhecemos e amamos não existiria da forma como existe. Criou um efeito dominó que mostrou à MTV, gravadoras, empresários de shows, agentes e todas as bandas de rock que chegavam que aquele estilo musical não iria embora e ainda se tornaria popular", afirmou.

Por fim, Blackie Lawless diz que Frankie Banali era muito superior a ele em talento musical, mas que seu respeito pelas músicas e composições o diferenciava e viabilizava o trabalho entre os dois.

"Eu o usava como o instrumentista principal em estúdio. Eu o forçava a carregar os arranjos de uma forma que só é reservada a vocalistas ou guitarristas solo. Eu jogava ideias para ele e o via trabalhando nelas com seu filtro de bateria extraordinário. [...] Meu amigo se foi, mas em cada coração, há uma verdade que bate. Ele acreditava no Senhor Jesus Cristo e sei que ele o verá novamente", disse.

A postagem, na íntegra, está disponível no Facebook.

A morte de Frankie Banali

Frankie Banali, conhecido pelo trabalho com bandas como Quiet Riot, W.A.S.P., Billy Idol, Faster Pussycat e Steppenwolf, entre outros, morreu nesta quinta-feira (20), aos 68 anos. O músico lutou contra um câncer no pâncreas em estágio 4, o mais avançado, por aproximadamente 16 meses - ele foi diagnosticado com a doença em abril de 2019.

Um comunicado divulgado por Regina, esposa de Frankie Banali, aponta que o prognóstico era de apenas 6 meses de vida. O baterista conseguiu superar essa previsão, mas a quimioterapia deixou de fazer efeito e ele sofreu uma série de derrames cerebrais.

Banali sucumbiu à doença na quinta (20), às 19h18, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele deixa a esposa e a filha Ashley.

Na ativa desde a década de 1970, Frankie Banali se tornou notável como baterista do Quiet Riot, banda à qual se juntou em 1982 e da qual fez parte de quase todas as formações. Ele era, inclusive, o único músico do line-up clássico a seguir no grupo, junto do vocalista Jizzy Pearl, do guitarrista Alex Grossi e do baixista Chuck Wright.

Com exceção dos dois primeiros - "Quiet Riot" (1977) e "Quiet Riot II" (1978), que só saíram no Japão -, todos os álbuns do Quiet Riot contaram com Frankie Banali na bateria. O músico só não esteve na banda entre os anos de 1991 e 1993, quando o vocalista Kevin DuBrow, falecido em 2007, decidiu retomar as atividades do grupo com Bobby Rondinelli na vaga dele.

Em sua extensa discografia, Banali também tem diversos trabalhos com o W.A.S.P., de Blackie Lawless. São eles: "The Headless Children" (1989), "The Crimson Idol" (1992), "Still Not Black Enough" (1995), "Unholy Terror" (2001), "Dying for the World" (2002), "The Neon God: Part 1 - The Rise" (2004) e "The Neon God: Part 2 - The Demise" (2004).

Ele também gravou álbuns com Billy Thorpe, Hughes/Thrall, Kuni, Heavy Bones, Blackthorne e Julliet, além de tocar na estrada com Faster Pussycat, Steppenwolf e outros projetos.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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