Randy Rhoads: tudo que você sempre quis saber sobre ele

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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O escritor e biógrafo estadunidense ANDREW KLEIN lançou em 2012 um ‘livro de mesa’ nos moldes do pomposo ‘Kisstory’ dedicado a seu maior ídolo, o olimpiano guitarrista RANDY RHOADS. Com medidas de 10×13” e mais de 400 páginas coloridas dedicadas ao maior guitarrista a jamais acompanhar OZZY OSBOURNE, o livro – intitulado simplesmente ‘Randy Rhoads’ – estabelece com firmeza a relação de Rhoads com o Heavy Metal: a mesma de Jimi Hendrix para o classic rock.

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Klein escreveu o livro com um antigo aluno de guitarra de Randy, PETER MARGOLIS e outro autor, STEVEN ROSEN. O site estadunidense RockMusicStar falou com Andrew Klein e esclareceu alguns pontos sobre a vida e a carreira de Randy que ainda permanecem obscuros para muitos.

RockMusicStar: Andre, antes de qualquer coisa, obrigado por falar conosco sobre esse livro maravilhoso que você está lançando. Você poderia, por favor, nos dizer mais sobre como esse projeto se materializou, e o que o inspirou a lançar “Randy Rhoads”?

Andrew Klein: Eu conheci Peter Margolis, nosso editor do livro, enquanto estávamos trabalhando juntos em outro projeto. Através dessa relação de trabalho, decidimos fazer esse livro. Peter era um amigo e um aluno de guitarra de Randy por alguns anos. Eu sou guitarrista, e Randy é meu herói. Ele é meu ídolo. Ele é tudo pra mim. Ele foi A imagem masculina em minha vida desde que eu tinha 12 anos de idade, e ele ainda me inspira até hoje. Quando ele faleceu, eu fui um dos muitos fãs que começaram a ligar pra mãe dele no fim de 1982 ou começo de 1983. Eu costumava ligar pra ela todo domingo, e assim foi por muitos anos. Quando me mudei da Flórida para Los Angeles em 1999, eu não ligava mais, mas ao invés disso ia até o Musonia [School of Music – onde Randy Rhoads ministrava aulas] para passar um tempo com Delores e a família dela. Eles foram muito legais comigo. Sempre me receberam bem, e nunca me tocaram de lá. Uma de minhas melhores memórias de meus momentos com Delores foi quando ficamos na Musonia numa noite, olhando pra todas as fotos de Randy que eu tinha doado pra escola dela. Ela compartilhou mais de suas memórias com Randy comigo à medida que virava cada página do álbum de fotos. A tragédia e a dor de perder um filho são incomensuráveis. Randy era tudo pra ela.

O livro foi algo que eu achei que podia fazer, porque sabia tanto a respeito dele, e foi algo que eu queria fazer porque [na época] não havia muita coisa por aí dedicada a Rhoads. Apesar do álbum de 1987, o “Tribute”, pouca coisa foi feita sobre Randy, à exceção de bissextos artigos da imprensa e depois, algumas coleções de guitarra. Eu queria fazer um livro como esse, para as pessoas que, assim como eu, queriam algo do tipo desesperadamente. Eu queria algo grandioso e de classe. Algo que dignificasse o nome dele na capa. Eu fui inspirado pelo ‘Kisstory’ em 1998/99. Eu o recebi por email e o tirei da caixa, e a primeira coisa que disse pra mim mesmo foi que eu queria que alguém fizesse algo parecido com aquilo para Randy. Então eu o fiz.

RMS: Já que você mencionou o ‘Kisstory’, eu queria lhe cumprimentar por lançar um livro parecido em qualidade – sendo que o seu obviamente é dedicado a Randy Rhoads. Eu também devo parabenizá-lo pelo fato de cobrar apenas 99 dólares pelo livro, que é menos do que ‘Kisstory’ custava nos anos noventa.

AK: Obrigado. Pra ser honesto, alguns fãs acham que meu livro pode ser caro demais. Eu entendo que eles se sintam assim. Eu acredito que uma vez que eles recebam suas cópias, eles sintam que gastaram bem seu dinheiro. Eu queria que pudéssemos oferecê-lo, mas pelo tamanho, não dá. É um livro muito caro de se imprimir.

RMS: Sendo que há vários livros sobre Randy Rhoads por aí, como você compararia o seu com o que já está disponível? Eu também ouvi falar muito bem do livro de Rudy Sarzo, ‘Off The Rails’.

AK: Rudy é um grande amigo nosso. Ele foi um grande apoiador de nosso livro. Ele também foi entrevistado para nosso livro. Eu li o livro de Rudy e acho que é ótimo. Ele o escreveu a partir de sua perspectiva sobre sua vida, durante a época que ele viveu com Randy. Nosso livro é sobre a vida, a carreira e o legado de Randy, da perspectiva daqueles que melhor o conheciam. Há alguns outros livros por aí que parecem ter sido elaborados a partir de informação que já é de domínio público, e eu não acho que ninguém tenha entrevistado a quantidade de pessoas que entrevistamos. Sentamos com muitas das pessoas que conheciam Randy, inclusive sua noiva, Jodi Vigier.

RMS: Se você puder, eu gostaria que você esclarecesse um boato sobre Randy Rhoads. Por muitos anos, fala-se que quando Randy faleceu, Grover Jackson tinha dado a VINNIE VINCENT uma daquelas guitarras Jackson modelo Shark ‘V’ que haviam sido construídas para Randy pouco antes de seu óbito. Essa seria ouro metálico.

AK: No fim de 1981, pouco antes da turnê de ‘Diary of a Madman’, a Jackson fez pra Randy a guitarra Shark fin ‘V’ preta. Depois de ele pegar aquela guitarra, ele pediu a Grover que fizesse mais três pra ele. Outra seria igual à preta, mas com uma alavanca. Outra seria igual à preta, mas branca. A terceira nunca foi terminada. A branca foi vendida acidentalmente na [feira] NAMM de 1983. A preta acabou sendo vendida também. A terceira pode muito bem ter sida a que dizem que foi pra Vinnie. Eu perguntei a Grover várias vezes sobre a Jackson dourada que Vinnie Vincent tinha. Ele disse que não se lembrava dos detalhes exatos, mas ele acredita que a que fora dada a Vinnie não era a terceira de Randy. Vinnie as adorava, então Grover usou o modelo pra fabricar uma pra Vinnie, que se tornou a dourada com a Floyd Rose com a qual Vinnie tocou na turnê de ‘Creatures of the Night’ em 1982/1983. A rosa com a qual Vinnie tocou na turnê de ‘Lick It Up’ era a primeira da série produzida em massa que a Jackson lançara no mundo todo em 1983.

RMS: Foi lançado recentemente um documentário sobre Ozzy, Thirty Years After the Blizzard,” que foi uma grande salvo à era de Randy Rhoads. Qual sua opinião sobre ele?

AK: Eu acho que Sharon Osbourne fez um excelente trabalho. Bob Daisley tinha horas e horas de ensaios gravados, e todas as sessões de composição. Ele se referia a esse material como o ‘Cálice Sagrado de Randy Rhoads’. Em algum ponto, Bob entrou em contato com Sharon para realizarem um esforço pra lançar o material juntos. Sejam lá quais as diferenças entre eles, não houve como resolvê-las. Sharon estava determinada a lançar algo para honrar o trigésimo aniversário de “Blizzard of Ozz”, mesmo se isso significasse excluir as fitas de Bob.

Matéria completa:
http://playadelnacho.wordpress.com/2012/08/22/randy-rhoads-l...

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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