Monolito: banda movimenta a cena de rock autoral em Rondônia com lançamento de EP
Por Neila Grenzel
Postado em 02 de dezembro de 2020
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A banda nasceu na cidade de Ariquemes e vão na linha do rock and roll no estilo "do it your self".
O projeto existe desde 2014, com Wallas Ribeiro na guitarra e vocal, e Gustavo Silveira na bateria. Em 2019 entra o Murilo da Silva para comandar o baixo e eles resolvem que precisam elevar o nível. A banda ganha uma identidade – Monolito -, acertam os últimos retoques nas músicas já compostas e em fevereiro de 2020 entram para o estúdio, meses depois nasce o "Dazed", primeiro EP da banda.
O EP tem cinco músicas e foi gravado de forma independente, em um estúdio caseiro. Todos já tinham uma mínima experiência de gravação como músicos, mas foi a primeira vez que foram responsáveis por todos os processos de produção. O baterista, Gustavo, conta que a ideia do EP é fazer a banda "existir", de apresentá-la para o público.
Toda a produção foi realizada durante a pandemia. Os meninos entraram em fevereiro no estúdio e por meio de sorteio escolheram cinco músicas. A ideia inicial era, além do trabalho de gravação, sair para fazer shows, mas por conta da pandemia não foi possível. Porém, Murilo, acredita que toda a situação contribuiu para a produção do EP, pois puderam dedicar mais tempo para o projeto musical.
A influência dos três, totalmente distintas - Gustavo gosta dos clássicos de 60 e 70, Wallas é uma "mistura de tudo", curte de rock à forró e MPB, e o Murilo é mais ligado no rock contemporâneo -, criaram um trabalho com músicas densas, com muitos detalhes e pegadas de metal no meio. As letras das canções falam desde superação a críticas sociais, com um toque de misticismo. Wallas, compositor da banda, afirma que escreve na intenção de que as músicas permaneçam atemporais. Que sempre faça sentido para alguém em algum tempo.
Dificuldades no interior
Como toda banda que se propõe a fazer um som underground e autoral, um som que fica na contramão do que é popular na mídia, a Monolito assume todas as responsabilidades para deixar a banda viva. O baterista, Gustavo, antes de assumir a Monolito participou do forte cenário autoral da capital Goiânia e conta que a diferença em se trabalhar com música na cidade de Ariquemes, é que no interior a cena ainda engatinha. Em contrapartida, afirma que hoje, com a ajuda da internet, fica mais fácil de produzir e lançar música, não dependendo de selo, muito menos de gravadora.
O baixista Murilo acredita que apesar das dificuldades e falta de apoio popular, é possível produzir rock autoral em Ariquemes. Ele afirma que existe público, o que falta são pessoas "para fazer".
Próximos passos
Com o lançamento do EP, eles fecham um ciclo e começam um novo caminho. Todos os integrantes concordam que o plano agora é fazer o som circular. Em primeiro momento, com transmissão de lives e movimentação nas redes sociais. E, assim que possível, fazer shows e participar de festivais musicais. Mas tudo de forma despretensiosa. Todos possuem empregos paralelos. Levam a música a sério, mas não apostaram uma corrida para o sucesso. Produzem por acreditarem na música e querem aproveitar o caminho.
Como de costume com grupos independentes, a "Monolito" abusa das platafornas digitais. É possível ouvir o trabalho da banda no spotify, deezer e youtube e contribuir financeiramente por meio do Bandcamp ou Patreon, ambas ferramentas colaborativas criadas para auxiliar projetos artísticos independentes.
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