Morre Genival Lacerda, ícone do forró citado por Mamonas e Camisa de Vênus
Por Igor Miranda
Postado em 07 de janeiro de 2021
O cantor Genival Lacerda, ícone do forró que já foi homenageado por nomes como Camisa de Vênus e Mamonas Assassinas, morreu nesta quinta-feira (7), aos 89 anos. O artista estava internado, desde o fim de 2020, devido a complicações causadas pela Covid-19.
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No último mês de maio, Genival sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas se recuperou. Em 30 de novembro do ano passado, deu entrada em um hospital no Recife com Covid-19. Foi conduzido à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com piora em seu quadro na última segunda-feira (4).
Nascido em 5 de abril de 1931, em Campina Grande, na Paraíba, Genival Lacerda é um dos cantores mais conhecidos do chamado forró de duplo sentido, que aposta nas letras bem-humoradas. A carreira dele começou no início da década de 1950, pouco antes de ter se mudado para Recife.
Já nos anos 1960, por incentivo de seu concunhado, Jackson do Pandeiro, Genival foi para o Rio de Janeiro e se tornou conhecido no segmento do forró local. Somente em 1975, quando já tinha mais de 10 álbuns gravados, o artista conseguiu atingir o estrelato nacional, com o hit "Severina Xique-Xique". A canção utilizava expressões de duplo sentido para driblar a censura imposta pela ditadura militar.
Com o passar dos anos, mais sucessos foram lançados por Genival Lacerda, como "Rock do Jegue (De Quem é Esse Jegue?)", "Mate o Véio, Mate", "Radinho de Pilha" e "A Topada da Menina", entre outros.
Genival Lacerda tornou-se um ícone da cultura popular brasileira e chegou a ser referenciado até por bandas de rock. Em 1995, por exemplo, o Camisa de Vênus gravou uma versão para "Radinho de Pilha", presente no álbum "Quem é Você?".
No mesmo ano, os Mamonas Assassinas fizeram uma citação a "Rock de Jegue (De Quem é Esse Jegue)" na abertura da música "Jumento Celestino". A faixa consta no único disco da banda, autointitulado.
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