Kiss: Bruce Kulick entende que demissão não foi por culpa dele próprio
Por Igor Miranda
Postado em 05 de janeiro de 2021
O guitarrista Bruce Kulick integrou o Kiss de 1984 até 1996, ano em que a formação original da banda se reuniu e voltou a usar as famosas maquiagens e fantasias. Em recente entrevista ao canal "Rockin' Metal Revival", o músico refletiu sobre o período em que foi "convidado a se retirar" do grupo, junto do baterista Eric Singer, dando lugar a Ace Frehley e Peter Criss, respectivamente.
A linha do tempo que explica a reunião da formação original do Kiss começa antes mesmo da banda gravar o show para o quadro "MTV Unplugged", que trouxe Frehley e Criss para uma participação especial. Nos meses que precederam a famosa performance, a banda já fazia shows acústicos em convenções realizadas para homenagear o grupo.
As apresentações eram promovidas em formato acústico e bem intimista. Em uma das ocasiões, Peter Criss chegou a comparecer e a tocar algumas músicas com a banda.
Conforme transcrito pelo Blabbermouth, Kulick disse: "A turnê acústica de convenções em 1995 foi o que desencadeou a oportunidade do 'Unplugged'. Porém, sendo honesto, isso também foi o catalisador da turnê de reunião, que encerrou minha passagem pela banda".
O guitarrista declarou que Ace Frehley e Peter Criss "sempre diziam que queriam voltar para a banda ou sugeriam uma reunião". "Não acho que Gene (Simmons, vocalista e baixista) e Paul (Stanley, vocalista e guitarrista) ligavam para isso até o show do 'Unplugged', pois a MTV queria os outros dois envolvidos. De repente, as pessoas ficaram interessadas, faziam ofertas enormes para os caras. Foi estranho", afirmou.
As voltas de Frehley e Criss para a banda foram anunciadas na edição do Grammy Awards em 1996. Bruce Kulick e Eric Singer, claro, já sabiam de tudo. "Eric Singer e eu, em janeiro de 1996, fomos avisados de que tudo seria anunciado no Grammy no mês seguinte. E nós estávamos terminando o álbum 'Carnival of Souls'. Foi muito estranho", comentou.
Apesar do jeito como tudo aconteceu, Kulick acredita que foi demitido do Kiss por razões que iam além de seu trabalho. "Não era como se eu estivesse fora do Kiss por não tocar bem ou por não me dar bem com os caras. Era uma questão de negócios. Sempre digo que é como a franquia 'Star Wars', que fica parada por um bom tempo até que, do nada, ganha outros filmes. O Kiss na versão de maquiagens também foi assim: era a hora de voltar. Os números não mentem, eles fizeram um ótimo negócio", refletiu.
O músico, então, concluiu destacando que sua relação com Gene Simmons e Paul Stanley ainda é muito boa. "Isso foi o fim da minha presença na banda, mas minha conexão com a banda tem estado cada vez mais forte ao longo dos anos", pontuou.
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