Charlie Brown Jr: Chorão criticou Restart dias após tratá-los bem em camarim
Por Igor Miranda
Postado em 26 de abril de 2021
Há uma década, o Restart estava no auge de sua popularidade. Formada em 2008, a banda apresentava uma sonoridade pop rock com influência do emo, também em alta no Brasil naqueles tempos, mas com visual colorido e abordagem ainda mais adolescente.
O fenômeno de popularidade provocado pelo álbum de estreia do Restart, homônimo, lançado em 2009, gerou incômodo entre os roqueiros de "velha guarda". Enquanto a banda fazia shows lotados e conquistava disco de platina pelas mais de 100 mil cópias vendidas no país, nomes consagrados do gênero faziam críticas - por vezes, pesadas - ao jovem grupo de "happy rock".
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Um deles foi Chorão. Durante shows do Charlie Brown Jr, o saudoso vocalista, falecido em 2013, passou a entoar frases como "rock de camisa preta" e "rock é preto e branco" em indireta ao Restart e outras bandas do movimento.
A situação deixou Pe Lu, ex-vocalista e guitarrista do Restart, um tanto surpreso. O motivo? Hoje atuando como produtor e DJ de música eletrônica, o músico revelou em entrevista ao podcast Falacadabra, do ilusionista Felipe Barbieri, que Chorão começou a criticar o Restart, indiretamente, pouco tempo após ter conhecido os integrantes da banda pessoalmente e sido gentil com eles.
Pe Lu comentou sobre Chorão após ser perguntado se alguém que ele curtia acabou falando mal dele, de forma desnecessária. "Vivemos isso com o Chorão. Ele não falou diretamente da gente, mas ele estava doidão em um show e remeteu algo, do tipo: 'rock é preto e branco'. Um mês antes, a gente estava em um camarim com ele. E ele foi gente boa ao máximo", afirmou, conforme transcrito pelo Whiplash.Net.
Na ocasião em que conheceu os integrantes do Restart pessoalmente, o vocalista do Charlie Brown Jr teve uma abordagem do tipo "paizão", dando conselhos aos jovens músicos - o que só aumentou o espanto por parte de Pe Lu com relação à atitude tomada pelo cantor semanas depois.
"Fiquei: 'c***lho, o cara foi mó gente boa...' E não pela educação, mas porque ficamos trocando ideia. Ele falou umas coisas legais. Tipo: 'toma cuidado com as paradas, com sucesso'. Meio paizão até", declarou o ex-Restart.
Por fim, ele pontuou: "Isso me fez pensar: 'caramba... qual a necessidade de atacar?'. Um mês atrás, estávamos lá, juntos".
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