Bruce Dickinson: criticando Brexit, que ele apoiou, por afetar turnês no Reino Unido
Por Igor Miranda
Postado em 28 de junho de 2021
O vocalista Bruce Dickinson, do Iron Maiden, fez críticas ao Brexit em entrevista ao Sky News. Anteriormente, o cantor havia manifestado apoio e declarado ter votado a favor da decisão que tiraria o Reino Unido da União Europeia.
Nesta nova entrevista ao Sky News, transcrita pela Metal Hammer, Dickinson reconheceu que "todos sabem" em seu voto favorável ao Brexit. Todavia, ele apontou que tem faltado "sensibilidade" por parte do governo britânico, que excluiu profissionais da indústria musical da flexibilização de novas medidas que reduzem a burocracia de viagens para outros países da Europa.
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No último mês de dezembro, a União Europeia e o Reino Unido estabeleceram que viagens de trabalho e negócios não precisam de visto, seja para cidadãos europeus que querem entrar em território britânico, seja para britânicos que desejam circular por outros países do continente. A classe musical ficou de fora do acordo, o que mantém a necessidade de obter visto de trabalho e outras medidas burocráticas, que custam dinheiro, para a realização de turnês.
"A ideia é que, depois de fazer isso, você tenha sensibilidade sobre as relações que se tem com as pessoas", refletiu Bruce. "No momento, toda essa bobagem de não poder tocar na Europa, e dos europeus não poderem tocar aqui (no Reino Unido), e as licenças de trabalho permitindo todas as outras áreas... qual é! Tomem jeito", completou.
Em 2018, após realizada votação em que a maioria da população britânica preferiu a saída da União Europeia, o vocalista do Iron Maiden havia se posicionado favoravelmente à medida. Em entrevista à revista francesa L'Obs, o cantor disse que sua banda sempre excursionou por outros continentes e nunca teve problemas, portanto, em sua visão, o Brexit não traria empecilhos na circulação de turnês.
"A música do Iron Maiden é global. Temos fãs de todos os lugares. Não temos problemas em excursionar pela Austrália, Japão, América, e não são partes da União Europeia. Esses músicos também não têm problemas ao vir para a Europa. Votei no Brexit e estou bem tranquilo com isso. Há muitas histórias sem sentido, inventadas, de ambas as partes, o que acho imaturo. O Brexit nos deixará mais flexíveis e acho que a maioria das pessoas na Europa vai tirar vantagem disso", afirmou, na ocasião.
O vocalista havia refletido, ainda, que o Reino Unido "sempre foi uma nação comercial com o restante do mundo". "Somente a partir da década de 1960, o Reino Unido começou a olhar só para a Europa como uma fonte de comércio - e acho que foi um erro. O Brexit abre nossas fronteiras, abre o Reino Unido para o resto do mundo", declarou.
A mudança de opinião de Bruce Dickinson vem acompanhada de um movimento chamado #LetTheMusicMove, que pede a inclusão da classe musical no acordo que reduz a burocracia das viagens de trabalho e negócios. Nomes como Nick Mason (Pink Floyd), Little Mix e Biffy Clyro fazem parte da campanha, enquanto Elton John teceu críticas ao governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, por "crucificar jovens músicos locais" com a falta de iniciativa em prol do ramo artístico.
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