Guilherme Arantes: novo disco é como o The Wall, e tem músicas de 9 minutos
Por Bruce William
Postado em 08 de junho de 2021
Guilherme Arantes, que desde 2019 mora em Ávila, cidade com cerca de 60 mil habitantes na Espanha, revelou em entrevista a Ricardo Schott do Cultura Pop que pretende voltar ao Brasil em julho, quando completa 68 anos de idade, para lançar seu novo disco, ainda sem título definido mas que ele descreve como sendo seu "The Wall" - alusão ao álbum lançado pelo Pink Floyd em 1979.
Veja no Papo Fantasma o papo completo.
Você tem postado músicas no Facebook e volta e meia isso vira notícia. Como começou a fazer isso?
O que tem de mais legal, positivo, é falar do mundo que a gente pertence. Todo mundo tá se metendo a ser politizado, mas eu acho que através da música a gente existiu politicamente com muita força. Outro dia eu postei o Turn turn turn, dos Byrds, o I wasn’t born to follow (também do The Byrds) que é uma música do filme Easy rider, foi basal para mim. É a marca de uma geração que através da arte construiu um mundo novo.(...) Nas minhas redes, a única coisa que eu não coloco são as predominantes na cultura de massa, a cultura de balada. A música baladeira tem uma proposta que é anti reflexiva, anti-individual, anti-sentimento. As pessoas se embrutecem. Isso ocorria também no rock, no show do Kiss, um lado tribal, que você propõe um rito(...) Mas nossa geração foi muito boa para a música popular, para a juventude brasileira."
Em outro trecho, Guilherme diz "Outro dia mostrei meu lado que gosta de Iron Maiden. Isso causou bastante…", e o entrevistador comenta "Sim, muitos sites publicaram que você faria um disco de metal, inclusive", daí Guilherme explica: "Outro dia toquei no show do Edu Falaschi, há um ano mais ou menos participei de um DVD dele e fui tocar Redemption, do Angra. Uma música emblemática, belíssima. Fui super bem recebido, me senti em casa. Sempre tive preconceito com metal, achava uma coisa caricata, mas ser caricato não é problema. The Cure é caricato, mas é lindo. Red Hot Chili Peppers também, Nirvana também. O mundo precisa desse guts que o rock propõe. As pessoas dizem que o rock é pouco ativista, ele é muito vítima de maledicência, mas o The Wall, do Pink Floyd, é um disco político. Aliás esse meu disco novo é o meu The wall. É um disco para causar. Um disco abordando a truculência do mundo, já que convivemos com governos unidos com religião… Estamos vivendo a era das cruzadas. O mundo está cheio de ódio, de raiva, com esse potencial de explosão. Parece que a humanidade perdeu o rumo da globalização, da social democracia, da convivência".
Então o entrevistador pergunta como será musicalmente o álbum, e Guilherme responde: "Ele é progressivo, tem música de nove minutos, que é uma suíte tipo o Yes. É o Close to the edge do Guilherme. Tem canções amorosas que são o cardápio mais usual, instrumentos barrocos, arranjos de cordas super bem feitos. Cantei como nunca cantei na vida, fiz um coaching vocal meu para cantar mais delicado, aprender a respirar melhor. Vai marcar a volta do Guilherme do Raça de heróis, do Planeta água, porque o mundo espera isso de mim."
FONTE: Pop Fantasma
https://popfantasma.com.br/guilherme-arantes-meu-proximo-disco-vai-ser-o-meu-the-wall/
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