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Parasite Ego: banda tocantinense lança seu primeiro trabalho.

Por Ivano Fontes
Em 20/07/21

Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.

Parasite Ego é um Power Trio de Heavy Metal Tocantinense formado pelo baterista Magdi Cabral (que também toca na banda Andromalius), o guitarrista Daniel Almeida (tocou na banda Outsystem) e o baixista/vocalista Felipe Munhoz (integrante das bandas Doctor Alibi, Nonexistence, Vomitation e Vulture).

O objetivo é fazer um Heavy Metal sem muitos rótulos, misturando as diversas nuances que o estilo oferece de forma simples, direta e empolgante, gravado da mesma forma que vai ser realizado ao vivo. As principais influências são bandas tradicionais como Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica, com alguns toques de Thrash Metal e Hard Rock.

A intenção é fazer apresentações ao vivo e divulgar o álbum conceitual "Time to pay", primeiro trabalho do grupo. O CD foi gravado totalmente à distância, montado em conversas do Whatsapp e as letras refletem o momento histórico em que foi escrito.

O álbum "Time to pay" foi lançado no dia 10 de julho de 2021 e está disponível nas principais plataformas digitais.

Em tempos de politicamente correto e afetação em demasia faz falta ouvir um rockão da porra como pouquíssimas bandas tem colhões pra fazer hoje em dia e não estou falando só de guitarra distorcida e gritaria desenfreada, não! Estou falando de riffs com consistência e composições inspiradas que destilam fúria e competência. Isso é justamente o que vem à mente quando se ouve o álbum debut do power trio Parasite Ego com seu Heavy Metal sem frescura e sem misericórdia.

Aqui você encontra ecos de Sabbath e Metallica (dentre outras influências que daria trabalho demais enumerar e discorrer sobre) na medida, sem que se abra mão de características próprias. Dá pra dizer que se você gosta de thrash e hardrock do tipo que não abre mão do surrão de suor e da testosterona você não vai se decepcionar. Agora se você é do tipo "geração Z\ovo maltine" com baixo limiar de frustração que pede arrego antes do primeiro coice, nem se mete a besta! Aqui é rock de macho do tipo que separa crianças de adultos.

Me perdoem pelo elitismo cringe, mas tenho que fazer um desabafo! Desde quando dedo no esfincter é atestado de competência e originalidade? Não é possível que essa molecada que se esfarela na brisa fresca seja a responsável por carregar a contracultura pelas próximas gerações! Nós precisamos de mais bandas que tocam rock de macho! Que honrem as memórias de ícones como John McClaine e Jece Valadão.

Mas chega de rodeios e vamos ao que interessa! A primeira faixa é legal e entrega mais do que o necessário (sim, não precisava de vocal e eu honestamente pensei que se tratasse apenas de uma intro instrumental, mas é como diz o ditado: melhor sobrar do que faltar ou melhor ter e não precisar do que precisar e não ter), mas sem babação de ovo, a real é que o álbum como um todo entrega algo nivelado por cima em matéria de inspiração, mesmo que a produção não disfarce o fato de se tratar de uma banda underground (na verdade sinto que isso é motivo de orgulho para a banda).

A faixa tema, Time to Pay, tem um riff que soa como algo que já conheço e gosto. Tipo, é um riff parecido com outros riffs na real, mas é um riff ducaralho e isso é o que importa. Ah! E antes que alguém reclame (toda faixa vou comentar o riff, tenho meus motivos e não abro): a cozinha e o vocal não deixam a desejar (mais detalhes logo, logo! Não se apresse), mas a ponta da lança são os riffs do guitarrista Daniel Almeida que por si só já poderiam carregar a banda nas costas, se a cozinha não desce conta do recado, o que não é o caso (mais uma vez: melhor sobrar do que faltar).

A segunda faixa, Sweet Lies, com seu riff primo dos melhores riffs do Iron Maiden é uma franca onde às rodas de pogo e ao headbanging e… Precisa dizer mais? Iron, headbanging… Taí o combustível da felicidade dos camisaPreta, mas pra não esquecer de nada: que refrão! Sem medo de me exceder eu diria que realmente me soa como algo que consigo ver Paul Diano ou Bruce Dickinson cantando fácil, fácil (e isso nos anos 80, rapá!), mas já que acabei de me exceder posso terminar de falar dessa pérola exaltando o apoteótico "Sweeet Liiiieeeeesssss!!!!!!!" no final. É de provocar bangergasm (consulte o dicionário de Oxford para mais informações) no coração de qualquer fã de hard/heavy que se preze.

Dead Vanity trás um riff que lembra correntes frias e portas trancadas, além de ter um dos ritmos de bateria mais bem trabalhados do álbum. Como se não bastasse o peso (não apenas da distorção da guitarra, mas da composição em si) ainda temos um pré refrão que nós conduz por corredores escuros de teto baixo até um refrão que soa como a promessa de um golpe de misericórdia que nunca chega (será que só eu senti o que senti ouvindo essa música? Vai lá conferir e ver o que você acha!).

Primal tem uma narração na introdução que me soou meio inexpressiva e gratuita demais. Não sei ao certo qual foi a intenção da banda com essa música, mas me soou meio Dead Vanity pt. 2. Talvez se tivesse sido colocada em outro lugar do álbum teria funcionado melhor (eu ouvi tudo em sequência e acredito demais no fator "enfileiramento preciso" para deixar este detalhe passar batido). No final temos uma canção não tão inspirada com um refrão que olha pra cima, mas não decola. Não chega a comprometer a qualidade do trabalho como um todo, mas também não soma pontos a favor. Não é uma música ruim, mas não rolou o feeling quando ouvi ela e olha que eu ouvi o álbum com fome, com sono, feliz, deprimido, no fim de semana, antes de ir trabalhar, banhando, cagando e fazendo refeições (claro, cagando e fazendo refeições em momentos distintos).

Fallen Messiah trás o momento mais original não só da guitarra como também da cozinha e do vocal o que a transforma em uma forte candidata a melhor música do álbum (sinceramente, até esse parágrafo não me decidi, apesar de já ter ouvido o álbum todo). Vale também comentar (como se desse pra não comentar) que o solo ficou muito bom e completa a música de maneira sublime (só quem já apreciou uma música destruidora esperando o momento do solo vai entender do que estou falando).

Onde houver espaço para encaixar "a baladinha" terá uma baladinha a ser encaixada, mas acontece que não estamos falando de uma baladinha qualquer. Essa aqui é especial (e não, eu não digo isso pra todas). Breath é o tipo de balada tensa e melancólica ao mesmo tempo, como certos momentos marcantes da vida. Pra dizer o mais importante: o importante é que funciona e se funcionou é o que importa. Mas cuidado! Não recomendo ouvir esta música no volume muito alto, pois ela pode deixar o clima sorumbático daquela palavra que começa com "iso" e termina com "lamento" mais denso.

System Failure é uma faixa que vem para remir toda sorte de ameaças não cumpridas e compromissos não honrados. Se alguém não gostou de nenhuma música até aqui, eu duvido que vai passar por esta indiferente. Esta com certeza a música que o batera mais se diverte tocando e que o vocal mais curte cantar. Se não for a melhor faixa do álbum, com toda a certeza é a mais pesada, pra banger/thrasher nenhum botar defeito. Destaque para as partes ultra aceleradas e os vocais guturais, isso vai funcionar que é uma beleza pra comemorar o fim da pandemia.

Another Chance é a mais inspirada, com o melhor riff, melhor levada e que briga com Fallen Messiah pelo posto de melhor música. Fallen Messiah tem características próprias mais fortes, mas esta aqui tem aquele sabor de "horizonte que eu persigo", figurinha premiada (a molecada mais nova não vai pegar a referẽncia, mas eu quero é que eles explodam!) e por aí vai. Às vezes para ser boa uma música não precisa ser genial e sim na medida e é isso que essa música é. Tão na medida que podia até ser maior (digo isso, mas provavelmente se fosse, eu reclamaria que poderia ser menor).

Para apagar a luz com a sensação de dever cumprido embaixo do braço temos a pseudo-faixa/poslúdio/euseioquevocêfeznestamesmadatanoanopassado, 2020 que poderia funcionar muito bem como prelúdio tão bem ou até melhor que Once Upon a Tragedy. Nada melhor que aquela obra cultural que te suscita o ódio genuíno pela sua própria espécie na forma de áudios de governantes arrombando a pátria amada.

O veredito final é que o bagulho apesar de não contar com uma produção acima da média se mostra dotado de qualidades demais para soar como apenas mais uma banda underground do cerrado. Parece até um bebê que já nasceu no fim da adolescência, tamanha a maturidade do trabalho. Então o que nos resta é esperar pra ver se a banda consegue reproduzir aquilo tudo ao vivo logo menos (minha aposta é de que eles conseguem sim!) e o que mais nos espera em matéria de estúdio.\o/

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