A contundente opinião de Frank Zappa sobre o AC/DC
Por Bruce William
Postado em 20 de março de 2022
Frank Zappa é um dos músicos mais influentes da história, tendo estado na ativa desde a década de 60 até sua morte precoce em 1995, prestes a completar 53 anos de idade. Inclassificável, Zappa gravou neste período de tempo quase 60 álbuns que iam do rock ao fusion, jazz, música eletrônica, música concreta e música clássica.
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Sempre antenado, Zappa teve a oportunidade de ver muitas bandas surgirem e atingirem o estrelato. Uma delas é o AC/DC, que se tornou uma das maiores bandas de todos os tempos, tendo vendido cerca de 200 milhões de discos ao longo de sua trajetória.
Mas o que será que Zappa pensava sobre o AC/DC? Quem conta é seu filho, Dweezil, em entrevista de 2017 para a Classic Rock: "Ele adorava o AC/DC, quando foi para a Austrália lá nos anos setenta ele queria que a banda assinasse com ele, mas acabaram assinando com a gravadora Atlantic Records", diz Dweezil. "Ele viu que a banda era muito boa, ele viu o que todos viram, os caras tocavam com muita energia e eram autênticos. Eram calcados no blues e tinham atitude. E o interessante é que o AC/DC construiu uma carreira sólida tocando algo que mudou pouco, muito pouco. E é isso que as pessoas gostam, da coisa da consistência. São uma banda de rock com um som fantástico. Ele (Frank) adorava rhythm & blues, e o AC/DC é basicamente uma banda de rhythm & blues pesada e eletrificada".
Quatro anos mais tarde, Dweezil novamente tocou no assunto ao conversar com o podcast Beyond The Thunder, dizendo que o AC/DC é pura energia: "Angus e Malcolm tem essa coisa única. Quando comecei a tocar guitarra fui ouvir coisas diferentes da obra do meu pai. Um dia estava conversando com ele sobre o AC/DC e ele me disse que conhecia os caras, tinha um disco deles que tocou pra mim. Era uma fita cassete do 'Back in Black' ou do 'Highway To Hell'. Daí ele me contou que quando foi pra Austrália pela primeira vez viu aquela grande banda e tentou assinar contrato com ela para a sua gravadora, mas eles fecharam com a Atlantic. Ele viu que eles eram muito bons pela coisa de estarem ali na fronteira do Rock, mas sem deixar de ser uma espécie de Blues bem amplificado".
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