Resenha - Cleopatra VII - Medjay
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 19 de março de 2022
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Menos de um ano depois de sua sólida estreia Sandstorm, o quarteto mineiro de metal oriental Medjay já preparava seu segundo disco, àquela altura já batizado como Cleopatra VII - nome conveniente para nos lembrar de que diversas mulheres adotaram o nome "Cleópatra", mas foi a sétima que alcançou status de lenda conhecida por todo mundo.

Se aquele primeiro lançamento nos dava um power/heavy/thrash metal temperado com aromas egípcios, este já se besunta todo em instrumentação típica, engrandecida com arranjos de cordas cinematográficos e ritmos diversos.
De quebra, temos um salto evolutivo na produção também: mais encorpado e polido, o som do Medjay fica bem próximo de nomes consolidados do gênero, como o Myrath.
Furiosas, as faixas são uniformemente pesadas e diretas, especialmente após a abertura mais orgânica "Stargate". Outras dialogam com o álbum anterior e abdicam do que os mais impacientes chamariam de "firula" para focar no básico do heavy metal: "Osiris and Seth" e "Book of the Dead" são exemplos.
Aqui neste lançamento, a balada da vez nos emociona antes mesmo de começar a tocar: vemos no título de "Magic of Isis" a indicação de uma participação de Oula Al Saghir, a cantora síria que se refugiou da guerra no Brasil e aqui ficou, seguindo carreira artística.
Outras surpresas incluem a jovem cantora Mafra, que empresta sua voz para a ótima "Ankhesenamon", e a não tão surpresa assim May "Undead" Puertas, vocalista do Torture Squad que já havia participado do disco anterior e volta para nos oferecer um interessante contraponto ao vocalista (e guitarrista) Phil Lima em "Sarcophagus".
Preciso parabenizar novamente a cozinha rítmica da banda, assinada pelo baixista Samuka Vilaça e pelo baterista Riccardo Linassi, que garantiu uma fundação apropriada para a agressividade que as canções mais rápidas pediam.
Atingindo já um nível surpreendente para um grupo ainda pouco conhecido e que faz um gênero pouco explorado no mundo todo, muito menos no Brasil, o Medjay se firma com Cleopatra VII não mais apenas como grande nome do metal oriental no Brasil, mas como um nome relevante no cenário mundial da vertente.
Abaixo, o clipe de "Shemagh in Blood".
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2022/03/17/resenha-cleopatra-vii-medjay/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
O melhor compositor dos últimos 100 anos, segundo Ritchie Blackmore
O guitarrista que mais inspirou James Hetfield, do Metallica, segundo o próprio
"Eu odeio"; a canção que o Depeche Mode foi obrigado a lançar e vendeu mais de meio milhão
O disco gravado por Rob Halford que Metal Hammer considera um dos piores do Judas Priest
A música de Renato Russo que ganhou prêmio de solo de guitarra sem ter guitarra
Thundermother anuncia novo álbum de estúdio, "Mothers of Thunder"
A banda que Slash diz merecer mais fama: "Um dos melhores rocks crus de todos os tempos"
Para Steve Harris, década de 1990 foi uma época muito estranha
O disco do Pink Floyd que nunca envelhece, de acordo com Sammy Hagar
"Black Album", do Metallica, completa 850 semanas entre os mais vendidos nos EUA
Clutch anuncia seu novo álbum de estúdio, "Wasted Lands"
"Faltou o Agostinho Carrara!" - Fãs reagem à nova foto do Sepultura
O disco do Metallica que está entre os álbuns que mudaram a vida de Richie Faulkner
O cantor com quem Paul McCartney sempre quis trabalhar e finalmente conseguiu

Humberto Gessinger diz que Marcelo Nova era "velho" e "chupava as músicas de todo mundo"
Rob Halford: "Ninguém escolhe ser Gay"
Emo: gênero que todos amam odiar sem conhecer absolutamente nada
Bruce Dickinson: vocalistas que ele respeita e admira
Quando Roberto Carlos foi alfinetado por Raul Seixas, mas o Rei gostou do que ouviu
Iron Maiden: pastor evangélico tem 172 tatuagens da banda


