Regis Tadeu: se Cliff Burton estivesse vivo, o Metallica não teria feito tanto sucesso
Por Bruce William
Postado em 11 de março de 2022
Regis Tadeu especula o que teria acontecido com o Metallica caso Cliff Burton não tivesse falecido naquele trágico acidente acontecido na Suécia em 1986. "É quase impossível tentar adivinhar para onde teria ido o Metallica se Cliff Burton ainda estivesse com a banda" diz Regis, que em seguida explica que ele tem suas teorias e vai reparti-las conosco. "Todo mundo já parou pra pensar se o Metallica teria estourado se Cliff estivesse na banda. Eu acredito que não", diz Regis, e em seguida apresenta argumentos para embasar sua opinião.
"Todas as pessoas que trabalharam e, de alguma forma, conviveram com Cliff Burton, são unânimes em afirmar que ele era o arquétipo do músico anti-fama", conta Regis. "Não que ele não quisesse ou não desejasse ter sucesso e ser reconhecido pelo seu trabalho, e pela sua imagem poderosa que ele mostrava nos palcos. Mas todo mundo diz de maneira unânime que ele era incrivelmente refratário a qualquer tipo de fama desmedida - aquele tipo de fama que invade sua privacidade e faz com que você seja consumido por tudo quanto é tipo de gente, Cliff era avesso ao menor traço de qualquer tipo de estrelismo, que a grande maioria dos músicos e artistas é acometida quando eles arrebentam", explica Regis.
Em seguida, Regis conta que Cliff nunca deixou de morar na casa dos pais pois ele detestava ficar muito tempo longe dos pais e família. "E ele não tinha o menor prazer de participar e presenciar aquelas farras nababescas que rolavam nos camarins e bastidores da turnê do Metallica nos anos oitenta" conta Regis, explicando que este é o primeiro ponto de sua teoria, e em seguida Regis fala da relação que Cliff mantinha em relação aos outros membros do Metallica.
"Ele era exatamente o oposto de seus colegas no que se refere ao intelecto", revela Regis. "O Cliff Burton tinha a mente aberta pra outros gêneros musicais, adorava jazz, blues, música erudita, adorava literatura, artes plásticas, gastronomia, então imagina o tormento dele nas turnês, um cara que adorava gastronomia tendo que ficar comendo porcaria na estrada o tempo todo", diz.
Daí Regis decide ir mais além: "Não tenho dúvida que este refinamento dele foi fundamental pra diferenciar o Metallica das outras bandas desde o início, e foi uma influência enorme. Principalmente quando a gente ouve as inúmeras nuances e os elementos sônicos 'estranhos' nos discos incrivelmente pesados e agressivos - e porque não complexos - dos quais ele participou. E eu digo mais: o Cliff Burton influenciou muito o Heavy Metal como um todo, com suas abordagens, com seus timbres. Por isso tudo eu creio piamente que ele se mostraria extremamente contra aquela estratégia de popularização comandada pelo Lars e pelo James, e que foi plenamente construída em cima da produção do Bob Rock", diz Regis.
Veja os argumentos de Regis explicados pessoalmente e com mais detalhes no vídeo abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
"Cara, liga na CNN"; o dia em que Dave Grohl viu que o Nirvana estava no fim


Dave Mustaine diz que, da parte dele, está tudo bem com o Metallica
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
15 grandes discos lançados em 1996, em lista da Revolver Magazine
A opinião de Marty Friedman sobre comentários de Dave Mustaine a respeito do Metallica
Os três gigantes do rock que Eddie Van Halen nunca ouviu; preferia "o som do motor" do carro
O dia em que Lars Ulrich exaltou o Iron Maiden durante conversa com Steve Harris
A música caótica do Sepultura que foi escrita na casa de Jason Newsted
Kerry King escolhe a banda que poderia substituir o Slayer no Big Four do Thrash


