Confira o que os rockstars da década de 70 disseram sobre a banda Kiss
Por André Garcia
Postado em 28 de abril de 2022
Nem todo mundo gosta do Kiss, mas ninguém pode negar que o surgimento da banda sacudiu não apenas o rock, mas o mundo da música. Em meados dos anos 70, eles chegaram ao topo misturando rock pesado com fantasias e maquiagem em espetáculos repletos de pirotecnia e efeitos especiais.
O livro Kiss por trás da máscara - a biografia oficial autorizada, de David Leaf e Ken Sharp traz declarações de diversas personalidades musicais sobre o quarteto novaiorquino. Confira abaixo o que diziam sobre o Kiss alguns dos maiores rockstars dos anos 70.
Pete Townshend (The Who)
"O Kiss é uma coisa saída da revista Creem, mesclada com Las Vegas e Nova Orleans — é um fenômeno carnavalesco norte-americano. Eles não poderiam ter surgido na Inglaterra. O Kiss é um fenômeno muito norte-americano, por conta disso, eu nunca parei para ouvir a música deles, mas talvez devesse."
Roger Daltrey (The Who)
"Digo isso com arrependimento, mas eu nunca assisti um show ao vivo do Kiss. Mas eu os adorava! Acho que o Kiss realmente tinha a postura correta: eles nunca se levavam muito a sério, e faziam música boa pra c*ralho.
John Entwistle (The Who)
"Gosto do Kiss. Eles levavam aquela coisa teatral um pouco mais longe que o The Who - e usavam mais maquiagem que nós [risos]!"
Alice Cooper (Alice Cooper)
"Nunca tive problemas com o Kiss por um motivo: eles nunca afetaram o que o Alice fazia. Eu sempre disse que o Kiss eram heróis de histórias em quadrinhos, enquanto Alice fazia mais o tipo Fantasma da Ópera. O Kiss era uma banda que tinha uns bons efeitos especiais: cuspir fogo foi uma ótima ideia, e algumas das fantasias eram demais. E gostava da música, achava muito boa. Mas eles não se envolveram nas reais patologias mentais, que fizeram de Alice um personagem perigoso. O Kiss nunca foi perigoso como Alice. Eles eram ótimos em vender uma imagem. Sabiam exatamente como se vender. Eles eram espertos."
John Paul Jones (Led Zeppelin)
"O Kiss fez da maquiagem um grande show. É um evento, é um espetáculo, as pessoas buscam diversão neles."
Paul Rodgers (Free e Bad Company)
"Eu acho o Kiss realmente incrível. Eles eram únicos. O Kiss me lembra um pouco o Mott the Hoople do início, especialmente o baixista com botas prateadas e saltos incrivelmente altos… tudo sem o mínimo pudor [risos]! O Kiss é totalmente exagerado. Nota máxima no quesito exagero. Eles levavam tudo ao limite. Não se podia ir além daquilo!"
Joe Perry (Aerosmith)
"Não acho que houvesse rivalidade [entre Kiss e Aerosmith]. Éramos diferentes. Eles estavam estampados em lancheiras. Era uma coisa totalmente diferente. Já nós éramos um pouco mais puristas com a música. Não competíamos pelo mesmo público. Steven [Tyler] sentia um pouco mais a rivalidade com eles, qualquer pessoa que gostasse mais deles do que de nós, ele via como uma ameaça. Seja o Kiss, Ted Nugent ou Robert Plant… ele sempre quer estar um degrau acima."
Brad Whitford (Aerosmith)
"O Aerosmith e o Kiss tocaram nos mesmos lugares no início das carreiras. Naquela época eu não sabia nada do Kiss, e eles me surpreenderam. Eles tocavam o meu tipo preferido de música: rock pesado com guitarras bem simples. Eu me lembro que o nosso pessoal de apoio e o deles tiveram uma briga feia, porque eles estavam fazendo exigências ridículas; tenho certeza que nós também."
Joey Ramone (Ramones)
"O Kiss e os Ramones cresceram no mesmo bairro, o Queens. Eu estava presente no primeiro show deles. Eram divertidos e tinham músicas fantásticas. Eu os vi desde o começo, quando eles só tinham gelo seco. Gene usava uma camiseta com um crânio e ossos cruzados. O Kiss também era fã dos Ramones. Eu me lembro do Kiss aparecer no CBGB para nos ver."
Johnny Ramone (Ramones)
"O Kiss é uma das bandas mais empolgantes e divertidas dos últimos 30 anos."
Dee Dee Ramone (Ramones)
"A primeira vez em que vi o Kiss foi num loft com Wayne County Eve. Eu os vi de novo na Academy of Music, eles abriram para Iggy & The Stooges. Todos lá deviam ser fãs dos Stooges, e o Kiss arrasou naquela noite. Foi um verdadeiro espetáculo. O cabelo do Gene pegou fogo e tudo! Meu preferido era o Ace Frehley, o melhor da banda, porque o som dele era magnífico."
Ozzy Osbourne (Black Sabbath)
"Todo mundo era louco pelo Kiss em 1976. Eles eram o máximo, uma das bandas mais originais, e faziam um megashow pirotécnico! Eles tinham de tudo: maquiagem do Kiss, bonecos do Kiss, brinquedos do Kiss… tudo do Kiss!"
Brian May (Queen)
"Eu gosto muito do Kiss. Queen e Kiss eram muito comparados na época — éramos um tipo de contrapartes, eles eram a versão americana e nós a inglesa. O Kiss surgiu mais voltado para o espetáculo e depois se movimentaram em direção à música. Já nós começamos pela música e depois fomos trabalhando o espetáculo."
Angus Young (AC/DC)
"Bem no começo de nossa carreira, nós tínhamos muitos problemas nas turnês porque a nossa banda era realmente boa. As bandas principais sempre ficavam, tipo: 'Não queremos esses caras fazendo a abertura, de jeito nenhum!' O Kiss nos chamou e não teve qualquer receio. Gene Simmons apareceu e nos viu tocando no Whisky [a Go Go], em Los Angeles. Eu me lembro que ele nos pegou em um dos nossos melhores dias!"
Geddy Lee (Rush)
"Eu acho que o Kiss trouxe uma nova concepção para a palavra diversão no rock 'n' roll. O Kiss trabalhava muito para apresentar um grande espetáculo todas as noites. Do ponto de vista do Rush, assistindo eles, nós aprendemos a importância de acrescentar diversão ao contexto musical."
Peter Frampton (Humble Pie)
"O Kiss é como quando o circo chega na cidade. Eles eram o Cirque du Soleil do rock [risos]! Eu os admiro por isso."
FONTE: Kiss por trás da máscara
A biografia oficial autorizada, de David Leaf e Ken Sharp
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