Por que Fabio Lione não acha que seja a pessoa ideal para dar dicas de voz
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de abril de 2022
O vocalista Fabio Lione fez história dentro do power metal em diversas bandas como Rhapsody of Fire, Labirynth e Angra. Ainda que seja considerado um grande vocalista, o músico explicou que não acha que seja a pessoa ideal para dar dicas e conselhos para vocalistas.
O assunto surgiu durante entrevista concedida ao jornalista musical Gustavo Maiato. Segundo Fabio Lione, a natureza específica de sua voz faz com que ela não seja muito parâmetro para outros músicos.
"Devo dizer que como você deve saber, não estudei muito na minha vida. Fiz onze aulas de ópera com meu antigo e único professor Bruce Borrini e é isso praticamente. Em geral, acho que você tem duas opções: ou estudo ou ganha experiência. Se você conseguir combiná-los é ainda melhor. Depois de alguns anos você conhece melhor sua voz, você tem uma ideia mais clara do que significa cantar, ou estar no palco, fazer uma turnê, trabalhar em um estúdio etc. No meu caso acho que tenho um ‘toque de ópera’ natural na voz, com todas as notas de um tenor e todas as notas de um barítono praticamente, então posso realmente fazer muitas coisas e também o volume da minha voz não é realmente ‘normal’, digamos. Depois de algumas experiências com bandas diferentes aprendi a cantar com uma voz limpa e suja e também gosto de experimentar muito. Então provavelmente eu não sou o cara certo para falar sobre aulas ou dar sugestões, porque meu tipo de voz não é realmente "normal" digamos, mas é claro que estudar muito e ter experiência no palco e no estúdio é algo muito importante para cada cantor ou todos que querem cantar", concluiu.
Em outro trecho, Fabio Lione comentou sobre o álbum "Legendary Tales", que foi lançado em 1997 e completou 25 anos em 2022.
"Bem, acho que Sascha Paeth e o Luca Turilli estavam ouvindo meu primeiro disco e e recebi uma ligação do empresário da banda, o Limb. A princípio fiquei surpreso, ele perguntou se eu queria ir para a Alemanha e cantar para uma banda italiana que estava prestes a lançar o primeiro disco. Eu pedi para ele ouvir uma coisa e ele me mandou duas fitas (risos)! Eu imediatamente entendi que essa banda tinha algo único no estilo de composição e havia algo diferente em comparação com as outras bandas, mas também entendi que eles precisavam de algo não realmente ‘normal’ em relação aos vocais. Então peguei o trem e fui encontrar os caras pela primeira vez. Depois de 1 semana e muitas dores de cabeça consegui terminar meus vocais! (risos) E tenho que agradecer muito ao Sascha, porque ele me ajudou muito nisso tempo, considerando que foi meu segundo disco gravado, acho que fiz um trabalho muito bom e a banda foi capaz de lançar um álbum de estreia perfeito!", disse.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Performance e abstração marcaram o primeiro dia do Iron Maiden em São Paulo
Jorn Lande gosta de dois dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
Zakk Wylde compara entrar no Pantera a Eric Clapton homenageando Jimi Hendrix
Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Deep Purple cancela shows devido a emergência médica envolvendo Ian Gillan
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
David Reece se reunirá com o Accept para dois shows na Europa
O que Johnny Ramone nunca conseguiu entender sobre o grunge
O comportamento de Jimi Hendrix que tornou insuportável a convivência com Noel Redding
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Iron Maiden - um festival de clássicos embalando o público
Três anos após levar tiro na cabeça, Mingau, do Ultraje a Rigor, aparece de pé em vídeo
A música do Lynyrd Skynyrd que Dave Mustaine colocou no Metallica sem Lars Ulrich perceber
Por questões de saúde, show do The Rasmus é transferido para amanhã (01/11)

Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Kiko Loureiro parabeniza Rafael Bittencourt pelo aniversário; "irmão que a música me deu"
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
Por que hiato do Angra não foi pretexto para tirar Fabio Lione, segundo Felipe Andreoli
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Os 4 pilares do Angra que IA precisaria entender pra compor igual, segundo Marcelo Barbosa
Slash, tecnicamente, faz só um tipo de coisa na guitarra, diz Kiko Loureiro ao explicar postura


