Fernanda Lira explica a profunda diferença entre as letras da Crypta e da Nervosa
Por Bruce William
Postado em 28 de abril de 2022
Fernanda Lira (Crypta, ex-Nervosa), esteve no podcast Pré-Amplifica, apresentado por Rafael Bittencourt (Angra). Dentre os diversos temas que foram discutidos, houve a questão da diferença entre as letras da Nervosa e da Crypta:
"Na Nervosa eu focava muito na questão social porque o Thrash Metal - apesar das pessoas aparentemente terem esquecido - o Thrash Metal tem essa veia social, essa crítica ali na letra, então era muito confortável pra mim fazer isso porque eu já sou assim por natureza", explica Fernanda a partir das 2 horas e 44 minutos de vídeo. "Daí, pra Crypta eu adaptei, quis trazer mais pra uma questão psicológica, de autoconhecimento, de superar as dores, que são coisas que todos passam em algum nível, principalmente nesta questão da pandemia", completa.
Mais adiante, às 3 horas e 24 minutos de vídeo, Fernanda conta como surgiu a ideia do nome Crypta: "A gente queria um nome curto, curtinho, um nome 'feminino', só que quem cria nome de banda hoje em dia está ferrado porque não tem nada que já não tenham usado", explica, revelando depois alguns nomes que chegaram a pensar: "Saturn, porque eu amo Saturno", conta Fernanda entre risos, admitindo que é um nome que lembra bandas de Stoner Rock. "Eu lembro que Ruína eu achei um nome muito foda, mas tem o In Ruínas brasileiro e acho que tem outra banda brasileira que se chama Ruína".
Prossegue Fernanda: "Mas aí tudo tinha, a gente joga lá no Metal Archives, que é o Google do Metal, mas tem tudo, até Behemoth se você for ver tem cinco Behemoth por lá (risos), e aí mostra quais são ativas quais não são, enfim. Daí a gente não conseguia criar o nome, desencanamos, uma hora vai vir. E aí um dia eu e a Luana, a gente estava na Nervosa ainda, a gente teve um dia de folga numa cidade que chama Brno na República Tcheca, e se eu não estou podre dia de folga é dia de andar, conhecer o local. Essa cidade é famosa porque tem tipo umas criptas, são tipos uns ossários, e nós fomos dar um rolê por lá", relata a vocalista.
Nisso ela conta que Luana, num determinado momento, parou e disse "Crypta, cara". Porque a gente tinha ficado naquela se o que estávamos vendo era um ossário ou uma cripta. Bateu. Daí a gente foi lá no Metal Archives e tinha Cripta. Tinha com 'i', tinha 'crypt', e tinha duas bandas chamadas Crypta não ativas, a mais recente terminou em 2011. E a gente certificou, não queria colocar um nome que já estava usado, até por questões legais. E realmente eram bandas que não estavam mais na ativa, a gente foi ver no registro, negócio de patentes, não tinha nada e aí virou Crypta, hoje nominho registrado", finaliza.
Confira os trechos citados acima no vídeo abaixo, trazendo a entrevista completa, com quatro horas de duração.
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