Robert Smith comenta o fúnebre terceiro álbum do The Cure, "Faith"
Por André Garcia
Postado em 26 de julho de 2022
O vocalista e guitarrista Robert Smith formou o The Cure em 1978. No ano seguinte, foi lançado seu álbum de estreia, "Three Imaginary Boys" (1979), que o desagradou. Na sequência foi lançado "Seventeen Seconds" (1980), considerado um marco do rock gótico.
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Em 1981 foi a vez de chegar à lojas o belo e fúnebre "Faith", que, ao contrário de seu antecessor, gravado em poucos dias, foi resultado de mais de um mês de trabalho em diferentes estúdios. Em entrevista para a Rolling Stone, Smith revelou que morte, isolação, bebidas e drogas tiveram um papel decisivo em sua sonoridade.
"A banda toda passou pela morte de um membro de sua família, e aquilo realmente deu o tom de 'Faith'. As primeiras demos que gravamos na sala da casa dos meus pais eram bem animadas. Depois, em duas semanas o astral da banda mudou totalmente. Eu escrevi 'The Funeral Party' e 'All Cats Are Grey' em uma noite, e aquilo realmente deu o tom do disco."
"Quando fizemos a turnê desse álbum, a atmosfera era tão sombria… Aquilo não era uma coisa muito saudável porque estávamos revivendo um momento muito ruim, e noite após noite. E aquilo ficou incrivelmente depressivo. Até por isso eu meio que tenho sentimentos mistos sobre 'Faith'."
"Muita gente ao redor da banda começou a reagir mal ao fato de que estávamos começando a fazer sucesso — mesmo numa escala bem reduzida. Rolou muita inveja e ressentimento, com pessoas dizendo: 'Você mudou!' Nós mudamos porque não frequentávamos mais os mesmos pubs o tempo todo, porque estávamos tocando pela Europa. Então perdemos um monte de amigos, ficamos muito mais isolados. A gente apenas bebia sozinho, esquecido, e tocava aquelas músicas."
"Faith" chegou a #14 nas paradas do Reino Unido, onde vendeu 60 mil cópias. Na Billboard não passou da colocação #193, enquanto "Primary", seu único single, chegou a #35 nas paradas de Club Play Singles.
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