Bruce Dickinson fala sobre o motivo de sua saída do Iron Maiden em 1993
Por André Garcia
Postado em 27 de agosto de 2022
Formado no final dos anos 70, o Iron Maiden conquistou o mundo com a trinca de obras-primas do metal "The Number of the Beast" (1982), "Piece of Mind" (1983) e "Powerslave" (1984). Após seguir um rumo mais épico e progressivo com "Somewhere in Time" (1986) e "Seventh Son of a Seventh Son" (1988), "No Prayer for the Dying" (1990) foi considerado uma decepção.
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Muito incomodado com aquilo ficou o vocalista Bruce Dickinson. Vendo o surgimento do grunge e uma iminente transformação no mundo da música, ele termia que o Iron Maiden caísse na irrelevância e acabasse como dinossauros. E, assim, foi crescendo nele o desejo de sair da banda para se dedicar a carreira solo, o que finalmente aconteceu em 1993, ao final a turnê do "Fear of the Dark".
Conforme publicado pela Metal Hammer, em uma sessão de perguntas e respostas em Montreal, Canadá, o vocalista falou sobre sua decisão de deixar o Iron.
"Sinceramente, eu estava tão surpreso quanto todo mundo. Eu não acho que as pessoas realmente acreditaram na época, porque foi algo difícil de digerir. E eu simplesmente pensei que, se ficasse no Maiden para sempre, tudo que eu conheceria seria o Maiden — para conhecer como eram as coisas fora do Maiden, teria que sair dele."
"Porque, a não ser que você saísse, ninguém levaria a sério o que você fizesse. Seria sempre, tipo: 'Aaah que legal que ele esteja lançando um disco solo… Não tem muita importância. Deixa ele brincar que depois ele volta para o Iron Maiden' Eu odiava aquilo. Então pensei: 'Bom… que se f*da, vou sair. Eu falei que era melhor [correr o risco de quebrar a cara] agora e fazer alguma outra coisa da vida do que me acomodar num mundo de fantasia e acabar amargurado."
Em outra ocasião, o vocalista contou o estopim de sua decisão. Em passagem por Los Angeles, ele achou no chão um exemplar do jornal LA Times e foi para a sessão de citação. Lá, encontrou uma frase de Henry James, autor do século XIX: "Todo crescimento é um tiro no escuro, um ato espontâneo e não-premeditado, sem o benefício da experiência."
"Naquele momento", revelou Bruce Dickinson, "eu decidi deixar o Iron Maiden."
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