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Exilio Angel

Para Santana, Jimi Hendrix tocando em estúdio era "como se estivesse possuído!"

Por André Garcia
Postado em 07 de dezembro de 2022

O Woodstock foi um dos maiores eventos culturais do século XX. Seu line-up reuniu alguns dos maiores artistas da época, como Ravi Shankar, Joan Baez, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin e Crosby, Stills, Nash & Young. Entre os grandes guitar heroes que subiram ao palco no festival estão Pete Townshend, Johnny Winter, Jimi Hendrix e Santana.

Foto: Divulgação - Capa Both Sides Of The Sky
Foto: Divulgação - Capa Both Sides Of The Sky

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Conforme publicado pela Rock and Roll Garage, em recente entrevista para o canal Official Narada no YouTube, Carlos Santana relembrou uma experiência que marcou sua carreira: assistir, bem de pertinho, a Jimi Hendrix trabalhando em estúdio.

"Nós dois chegamos no estúdio ao mesmo tempo. Ele saiu do taxi primeiro e pagou o meu taxi, abriu a porta e disse 'Santana, né?' Eu respondi que sim, e ele disse 'Eu adoro sua escolha de notas, cara!' Eu fiquei, tipo, 'Uau! Valeu!'

"Depois entramos, e eles estavam gravando 'Room Full of Mirrors'. Ele estava de costas para nós, porque estava tocando e cantando. Eu fiquei observando e ouvindo sua energia. Aí ele tocou algo que fugiu da música, o engenheiro de som acho que era Eddie Kramer. Todo mundo olhou um para o outro e disse 'Uh-oh!', tipo, 'Isso não tem mais nada a ver com a música'.

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"Ele era puro slide, microfonia e tudo mais. Eu fiquei tipo 'Uau!' Foi como alguém tendo um ataque epilético. Quando ele virou, seus olhos estavam vermelhos como sua camisa! E ele estava espumando pela boca. Ele estava — sem exagero — como se estivesse totalmente possuído!"

"Eu já tinha visto ele tocando ao vivo antes, mas nunca tão de perto daquele jeito. Não com tanta intensidade quanto ele depositou naquela música, sabe? Naquele momento, o que ele tocava não batia mais com a faixa — ou qualquer outra música. Ele atingiu o nuclear, atômico, sônico. Aquilo mexeu comigo por mais ou menos um ano, porque eu não conseguia assimilar figuras como Jimi ou [John] Coltrane."

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"Algumas pessoas conseguem transcender a essa absolutez. Eu disse: 'Não há escola que te ensine isso'. Para você se iluminar daquele jeito, você tem que, literalmente, tocar fora de seu corpo — alguma outra coisa está tocando por você, sabe? Para mim, é por isso que as pessoas vão para a igreja, porque querem sentir o espírito santo envolverem elas, física e mentalmente. Então eu celebro que, naquela noite, Jimi me mostrou que dava para se manifestar de forma tão alta e profunda, que deixava de ser questão de notas e escalas."

"Era totalmente outro tipo de frequência", concluiu Santana. "É isso o que é: é uma frequência."

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Sobre André Garcia

Sou redator e tradutor freelancer e escritor, autor do livro de contos Liber IMP. Ouço rock desde pequeno, leio coisas sobre bandas desde sempre e escrevo sobre ela já tem anos. Cresci como fã de Iron Maiden e paladino do rock, mas já me tratei. Hoje sou fã de nomes como Beatles, David Bowie, The Cure, Kraftwerk e Velvet Underground, e de cenas como a Londres psicodélica, a Nova Iorque proto-punk e a Manchester pós-punk. Escrevo notas e notícias rápidas para o Whiplash.Net visando compartilhar conteúdo relevante sobre música e cultura pop.
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