O surpreendente álbum que Bill Ward considera o mais corajoso do Black Sabbath
Por André Garcia
Postado em 24 de fevereiro de 2023
No ano de 1976, o mundo do rock passava por uma grande transformação, com o rock do começo da década de 70 em decadência e o punk começando a ganhar espaço. Foi nesse cenário que o Black Sabbath gravou o seu sétimo álbum, "Technical Ecstasy", que marcou o declínio da formação original da banda. Inseguro e sem um norte claro, o quarteto sofria com o desgaste físico e criativo, bem como com o abuso de substâncias químicas e tensões internas.
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Embora "Technical Ecstasy" não seja considerado pelos fãs como um dos álbuns preferidos da banda, conforme publicado pela Metal Hammer, o baterista Bill Ward surpreendentemente apontou aquele trabalho como o mais corajoso do Black Sabbath.
"Todo mundo estava crescendo (mesmo que às vezes para o lado), mas fazíamos o que precisávamos fazer. 'Technical Ecstasy' foi um grande álbum porque não tentamos ser o que havíamos sido nos três primeiros álbuns. Não parávamos de fazer turnês, e ainda assim seguíamos lançando discos. Sempre íamos com tudo que tínhamos na época em qualquer disco em que trabalhávamos. Eu considero 'The Gypsy' ótima. 'Back Street Kids' tinha um groove fantástico também."
"Eu amo o que fizemos no Black Sabbath [em 'Technical Ecstasy']", acrescentou. "Nós arriscamos: tivemos a audácia de nos afastarmos do nosso som pesado para tocar coisas acústicas. Poderíamos simplesmente ter seguido fazendo 'Symptom Of The Universe', mas naquela época sempre estávamos indo além."
Lançado em 1976, "Technical Ecstasy" entrou no top 20 das paradas britânicas e o top 50 da Billboard. Embora até tenha sido bem-sucedido em termos de vendas, o álbum dividiu a opinião da crítica, que reprovou suas mudanças sonoras. O público também ficou dividido: enquanto uns torceram o nariz, outros responderam positivamente a faixas como "Back Street Kids" e "It's Alright", que mostraram a capacidade da banda em explorar novas sonoridades e estilos musicais.
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