O dia que Renato Russo ateou fogo em clínica de reabilitação por motivo banal
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de fevereiro de 2023
O mundo das drogas, infelizmente, esteve presente em muitos momentos na vida de Renato Russo, icônico vocalista da Legião Urbana. Em vídeo no seu canal no YouTube, Júlio Ettore contou sobre os esforços do músico para se reabilitar e os desafios que isso envolveu.
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"Esse namoro do Renato não deu certo. O namorado começou a sair com mulheres e ele ficou incomodado. Ele se mudou para um hotel e começou a fazer festinhas no quarto. O Rafael Borges, empresário da Legião, resolveu internar o músico numa clínica. O Renato colocou fogo nas cortinas da clínica em forma de protesto contra a proibição de tocar violão para os outros pacientes na festinha de fim de ano. Era uma pressão para ser liberado para passar o Natal com os pais em Brasília. Essa pressão deu certo e ele foi para lá. Outro fator para a instabilidade emocional foi que o Renato descobriu nessa época que estava com HIV. O Renato disse que contraiu dele".
"Em 1991, o Renato Russo parecia estar ótimo. O disco ‘V’ foi gravado com ele limpo. No aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em 1992, ele chegou bêbado. Esse foi o primeiro sinal de recaída. Ele só acordava lá pelas 16h. O cúmulo foi em Natal, no dia 7 de setembro. A Legião tocou em um espaço aberto e rolou um curto-circuito. O Renato deu um piti no palco. A turnê foi cancelada. Entre abril e maio de 1993, o Renato Russo resolveu se cuidar em uma clínica. Ele passou 29 dias internado e começou a frequentar o 'Alcoólicos Anônimos’. Ele escrevia todo dia para se tratar. Ele escrevia para si mesmo também. Esse diário está em um livro publicado".
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