Geezer ficou chocado ao descobrir que na América as pessoas ainda acreditavam no diabo
Por Bruce William
Postado em 24 de abril de 2023
Em um trecho da entrevista que Geezer Butler com Andrew Daly, do Metal Edge, o baixista falou sobre sua relação com a religião organizada e como isto afetou o início do Black Sabbath.
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"O interessante é que hoje eu gosto de ter sido criado dentro da religião, já que lá no começo ela me deu orientação, me deu algo para me apoiar. Mas conforme fui ficando mais adulto, descobri que havia muita hipocrisia ali, coisa que você não percebe quando é criança", contou Geezer.
Depois ele explicou como isso afetou seu processo de composição no Black Sabbath: "Sempre estive interessado no ocultismo e na religião. Mas não apenas na minha e sim em todas as religiões e as coisas que as acompanhavam. Tendo sido criado como católico, foi interessante descobrir que havia tantas regiões diferentes por aí, e todas as outras podiam me influenciar profundamente de várias maneiras. Acho que estando fora disto a gente consegue expressar tudo de forma mais profunda".
Andrew então perguntou que tipo de reação negativa o Sabbath recebeu quando começou a escrever sobre essas coisas, e Geezer explicou que, a princípio, a recepção não foi tão ruim quanto pode parecer. "Apenas quando fomos para a América que encontramos problemas. Nunca ouvimos ninguém dizer nada quando estávamos na Europa. Na época, as pessoas na Europa não eram muito religiosas e não pareciam acreditar - pelo menos, não tão fortemente - nesse tipo de coisa. Então, fiquei chocado quando chegamos à América e as pessoas ainda acreditavam no diabo e todas essas coisas", diz entre risos o baixista.
Em seguida, Andrew quis saber se aquilo havia tornado mais difícil para a banda adentrar o mercado norte-americano, e Geezer passa a sua leitura: "É certo que os religiosos nos odiavam. Mas os jovens na América realmente nos aceitaram por causa da natureza rebelde da música. Quando você pensa sobre isso e dá uma boa olhada nas coisas que estávamos cantando, ninguém mais ousaria cantar sobre qualquer uma daquelas coisas na América. Então, acho que o que conseguimos foi um monte de jovens que queriam se rebelar contra seus pais. Acho que nossa música foi um veículo perfeito para isso. Antes que soubéssemos, a música do Black Sabbath se tornou como uma coisa underground ao ponto que estávamos falando por uma geração que queria mais do que o que ouvia no rádio".
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