Metallica: O ritmo frenético da maior banda de Metal de todos os tempos
Por Michel Sales
Postado em 28 de junho de 2023
Devore com gelo ou engula seco o whisky na jarra, a maior banda de Heavy Metal do mundo é o Metallica. Gostou da rima? Se não gostou, continue tomando sua fanta laranja com tranquilidade, enquanto saboreia estas palavras sobre o real gigante do estilo.
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Completados 42 anos em 2023, vire e mexe o Metallica atrai seus holofotes também para a distração dos fãs, que durante os momentos rasos de ócio adoram cutucar com vara curta a personalidade de seus ídolos, alfinetar seus registros sonoros, sobretudo, aplaudir as apresentações memoráveis do quarteto apocalíptico.
E nessa pegada infindável dos "adoradores da arca perdida", o Metallica deslanchou ainda mais no universo extremo da música, no que amar loucamente os primeiros cinco registros da banda, e na sequência se deparar com uma reformulação "química" quanto aos álbuns Load e Re-load, foram fatores que mais balançaram os estômagos do que as cabeças dos seguidores mais entusiasmados.
Contudo, estes discos trouxeram à banda novos adeptos diante da evolução do tempo, onde os caras do Metallica sempre buscaram caminhar para frente, mesmo que este não fosse o melhor trajeto. Ou seja, a carreira do Metallica enveredou em mais criatividade incorporadas, especialmente, aos sete pecados capitais: ira (Kill 'Em All - 1983, Ride The Lightning - 1984, Master Of Puppets – 1986), soberba (Hardwired... To Self-Destruct - 2016), avareza (Load - 1996 e ReLoad - 1997), luxúria (Metallica - 1991 e 72 Seasons - 2023), gula (Symphony & Metallica - 1999/2019), inveja (...And Justice for All – 1988 e Death Magnetic - 2008) e preguiça (St. Anger - 2003).
Brincadeiras à parte, nesta evolução do tempo - contando ainda com a interação midiática ferrenha dos fãs - o Metallica continuou fazendo seu trabalho musical, mesmo que fosse uma bolacha recheada com bosta atirada diretamente nos tímpanos da falação maldita.
Hoje, em números, o Metallica está entre as bandas de Rock/Metal que mais bate recordes econômicos, seja com a venda de seus produtos, ingressos, ou mesmo arrecadando fundos para caridades, o Metallica quando lança novidades e sai na estrada faz uma varredura sem precedentes no bolso dos metaleiros, que não se arrependem do investimento cultural.
Somente em 2020, a banda faturou nove milhões de dólares contabilizados através da venda de mídia física, merchandising, direitos para publicação via streamings, turnê e etc., sendo um dos grupos mais bem pagos.
Dentre os lançamentos inéditos da banda, o Metallica vem lançando um disco em uma sequência média de sete anos, varridos desde St. Anger, onde se pode considerar o período de gestão do álbum (um ano), seguida pela turnê (um ano), até o repouso dos caras (um ano em casa ou numa clínica), então eles começam a trabalhar mais um play ao vivo na discografia (um ano), até que novamente pegam a estrada (um ano), em seguida descansam um pouco mais os ânimos restantes (um ano), até que entram noutro processo de criação e por aí vai...
Bom, ao menos para provar a si mesmo suas capacidades ou incapacidades, o Metallica não precisa. Enquanto aos fãs, cabe mesmo retrucar e refletir por quê os caras não jogam simples em seus novos discos como nos anos 80, sendo igualmente ríspidos e precisos com apenas oito ou 10 músicas? No mais, assistir aos shows dos caras com sangue nos olhos ainda é um fator muito gratificante nos dias de hoje. Portanto, vida longa aos malucos do Metallica.
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