O único álbum da Legião Urbana que finalmente traz alma e essência mais feminina
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de agosto de 2023
Legião Urbana - Mais Novidades
Os álbuns da Legião Urbana apresentam músicas mais voltadas ao universo masculino, onde Renato Russo canta suas dores e emoções e a mulher amada está normalmente distante. No caso de "A Tempestade", entretanto, essa história muda. Quem explica é Julliany Mucury, autora de "Renato, O Russo", em live no Pitadas do Sal.
"A alma da ‘Tempestade’ possui uma essência profundamente feminina. O álbum é marcado por Renato Russo ao colocar a faixa ‘Natália’na abertura, seguida por músicas como ‘Leila’ e ‘Primeiro de Julho’, ambas carregando uma atmosfera que ressoa com o feminino. Essa energia está presente ao longo do disco, tornando-se uma espécie de ode que homenageia as amizades e as mulheres na vida de Renato.
Ele menciona sua irmã e sua mãe nas letras, e essa arquitetura não pode ser ignorada. Renato quis deliberadamente trazer essa abordagem feminina ao álbum, buscando até resgatar fitas e letras para alcançar esse propósito. É interessante notar que o feminino, algo que talvez não fosse frequentemente associado a Renato, é fortemente abordado na ‘Tempestade’.
A canção de abertura, ‘Natália’, vez com essa sensação de nascimento e um começo. Isso ecoa por todo o álbum, evocando uma aura persistente que me impacta desde a primeira audição completa. A simbologia subjacente nessa abordagem sempre me intriga, pois considero a interconexão das músicas e das temáticas".
Ainda nesse tema, Mucury comenta também sobre "Música de Trabalho", faixa desse disco que finalmente fala sobre uma relação de amor entre homem e mulher de forma positiva.
"É uma canção de protesto do disco. Tinha que ter, senão não seria Legião Urbana. É aquilo de bater o carimbo. ‘Música de Trabalho’ faz essa função. Fala sobre o cotidiano, o sujeito que trabalha. É uma crítica social. Um dia que se repete para esse sujeito por obrigação, como naquele filme do ‘Dia da Marmota’.
Ele não tem escolha. Mais uma vez o oprimido tem voz. Tem a ver com ‘O Mito de Sísifo’, o cara que está condenado a subir a montanha e aí a pedra rola de volta. Os Deuses o condenam, só que ele aceita o trabalho, se resigna. Algo que me chama atenção nessa canção é que finalmente temos uma relação amorosa positiva.
O oásis desse trabalhador são os braços de alguém. Que coisa gostosa, né? Passa o dia nessa situação de miséria, de ter que cumprir a função cotidianamente, mas tem os braços de alguém para voltar no fim do dia. Ele sempre mostra como lidar com a perda do amor e como se reconstruir. Finalmente ele tem um braço para voltar aqui".
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